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Europa… Europa…

Falar da Europa está na moda. Quando pronuncia a palavra Europa, que sentido tem para si, caro leitor? Ocorre-lhe a “promoção” governativa de emigrar para outro país que lhe proporcione algum desenrasque na vida? Considera-se europeu, é obvio, não esquecendo que este “conceito” que se impôs aos cidadãos também engloba os anti-europeus, pelo modelo globalizante da governação central oriundo de Bruxelas. Mas será a União Europeia capaz de se governar, ou algo que está ainda por criar?

Albino Gonçalves
16 Dez 2013

Devia ser promovida uma maior implementação informativa, como a renovação e a análise de alguma legislação que vigora neste espaço europeu, nomeadamente: fazer uma revisão da defesa dos consumidores, do meio ambiente, do ensino, da solidariedade social (desempregados, jovens à procura do primeiro emprego, deficientes, etc.), maior amplitude e facilidade na circulação de cidadãos, igualdade salarial entre homem e mulher, defesa dos trabalhadores migrantes, regulamentações diversas em matéria de saúde e segurança no trabalho, diretivas de defesa dos interesses dos trabalhadores em casos de falência ou de despedimento coletivo, maior rigor e equidade na distribuição da riqueza, mais transparência na justiça, maior controlo na aplicação e cumprimentos das orientações europeias em cada Estado-membro, proibição de ajudas estatais através de fundos comunitários que falseiem os seus destinos, construção de infra-estruturas na área dos transportes, apoio e reestruturação dos setores industriais em crise, aperto e exigência cabal sobre os aditivos e etiquetagem nos produtos alimentares, impedimento de monopólios comerciais, etc.
Infelizmente, Portugal tem vindo a perder um elevado património de recursos humanos qualificados e intelectualmente valorizados. O nosso país não dá sinais dese esforço para bloquear esta fuga de jovens desesperados e frustrados com a ineficácia política e governativa. Este fenómeno constitui uma regressão ao mesmo estilo da debandada de cidadãos para além das nossas fronteiras na década de 1960. Mas se no passado o grosso da saída de cidadãos incidia na mão de obra em troco da melhoria das condições económicas, atualmente os nossos jovens procuram outros países para sobreviverem a qualquer preço!
Há, na ação governativa, uma postura hostil à problemática da emigração dos jovens. Pagamos os nossos impostos para formar pessoas que, depois, vão aplicar os seus conhecimentos académicos fora do país! Inventam-se “varinhas mágicas” de bloqueio em todas as direções para quem, legitimamente, quer ascender à participação no processo de rejuvenescimento da economia nacional. Maquiavelicamente, definem-se estratégias institucionais que só dificultam a dignidade das pessoas…
Ora, será esta a Europa (que, observando-nos, nada faz para mudar a miséria infiltrada em vários dos seus países-membros…) que queremos construir? Não será melhor voltarmos ao início e procurarmos alternativas para uma União Europeia que, há anos, nos fez sonhar? É que esta Europa que temos não passa de um “belo conto de fadas” inventado por alguns “profetas” da desgraça!




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