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Precisamos de estar vigilantes…

Um Estado é uma grande família e deve ter regras para todos os cidadãos. Não sendo necessário viver num Estado polícia, há momentos em que somos forçados a estar vigilantes na medida em que, com o andar do tempo já nada é como antes. Sem qualquer saudosismo e ciente que a democracia e a liberdade são bens essenciais a preservar, entendo perfeitamente os que temem hoje pela instabilidade social agravada e pela insegurança que aos poucos todos sentimos existir. Questão importante não é a globalização e o espaço sem fronteiras mas a desertificação do país, a chegada de novos residentes,  a falta de policiamento em lugares pouco populacionais onde os habitantes já são maioritariamente idosos.

J. Carlos Queiroz
15 Dez 2013

Assaltos, agressões, homicídios podem agora ser  reduzidos, porém  começam a atemorizar  as populações e seria bom que Governo, poder local, autarquias e cidadãos em geral, se apressassem a debater estratégias defensivas e preventivas antes que o mal alastre. Na verdade, não chega reconhecer que as aldeias estão pouco povoadas ou concluir que o reduzido numero de habitantes não justifica um posto de GNR. É preciso ir mais longe e analisar que segurança oferece o Estado às pessoas que vivem fora dos centros urbanos. Ninguém pretende a violência, mas os sinais duma sociedade que se alterou profundamente nos últimos anos. Hoje, já ninguém ousa deixar a chave na porta e ir ao campo ou à vizinha… são evidências que não podemos negligenciar. Compete ao Estado defender as pessoas e criar condições para  que reine a paz e segurança nas populações.  De pouco vale admitir que o interior está desertificado, ou que  o país envelheceu, mas ao mesmo tempo ignorar os perigos que existem nesses lugares.
Precisamos de estar vigilantes, possivelmente organizados, por agora, sem recurso a milícias populares, mas exigindo do Estado e do poder local,  medidas preventivas capazes de garantir efectivamente a segurança dos idosos e de todos os que vivem em lugares pouco movimentados. A situação económica e as dificuldades  dos portugueses dispensam  a insegurança que possa associar-se num futuro próximo. Longe estão os tempos de patrulhamento policial nas aldeias, mas será que não devemos preocupar-nos de novo com as populações e com a sua segurança?  Em tempo de Natal e de férias, também devemos olhar em redor e reflectir sobre as questões que afectam as pessoas.
O drama vivido por desempregados e reformados sem capacidade económica  já constitui um enorme problema para o país,  mas  prevenir  porventura  outros males porventura  irremediáveis, é  também um dever de quem foi eleito para defender os interesses dos cidadãos.




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