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Ser mais feliz: Quimera ou possibilidade?

Eu penso que é mais fácil ser feliz quando damos valor ao que temos, agimos para vencer as dificuldades, vencemos o medo e desafiamos a audácia, ousamos enfrentar o desconhecido, não estamos demasiado pendentes dos outros nem das circunstâncias e conseguimos pensar com lucidez ainda que, à nossa volta, reine a confusão. Também conseguimos ser mais felizes, se não andarmos freneticamente à procura de ser felizes e antes, vivermos o melhor que podemos e sabemos o nosso quotidiano que deve ser alicerçado em sonhos que tenham a ver connosco.

Sara Meireles
13 Dez 2013

Seremos mais felizes se soubermos e sentirmos que não precisamos de muito dinheiro nem de muitas coisas, e também, se não dermos demasiada importância às insignificâncias que nos aborrecem e encararmos essas dificuldades como desafios, não considerando a felicidade como uma necessidade imediata.
Seremos mais felizes se o sofrimento que faz parte da vida não nos impedir de o ser e se a busca da nossa felicidade a todo custo não fizer os outros infelizes, ou seja, se a nossa felicidade não for a satisfação egoísta dos nossos desejos e prazeres.
É também fonte de imensa felicidade a sensação do dever cumprido por estarmos a dar o nosso melhor e fazê-lo bem, se soubermos que temos um jeito muito próprio de ser felizes e que esse jeito deve ser procurado dentro de cada um e não no mundo exterior, se colocarmos a nossa atenção e dermos mais valor ao que somos e não ao que temos.
Seremos mais felizes se não dermos muita importância aos nossos desejos de momento e mais atenção aos nossos projectos de futuro; se não encararmos o falhanço como um problema, mas como uma oportunidade para crescer, se soubermos aprender com os nossos erros e, sobretudo, se estivermos conscientes de que podemos decidir a cada momento sobre a nossa felicidade, o que implica estar bem connosco e com os outros.
Seremos mais felizes também se não corrermos atrás da felicidade a qualquer preço saltando por cima de valores fundamentais que devem sempre ser respeitados, valorizados e funcionarem como farol do nosso caminho; se tivermos sempre presente a consciência do verdadeiro sentido da vida, do que é importante, distinguindo entre o superficial e o profundo, o momentâneo e o duradouro; se estivermos conscientes que a mesma coisa nos pode fazer felizes ou infelizes dependendo como a encararmos ou vivermos (por exemplo uma dificuldade que aparece, pode esmagar-nos ou ser um trampolim para vencermos as dificuldades); se soubermos distinguir felicidade de prazer e tivermos a capacidade de sofrer hoje para amanhã ter uma alegria mais completa; se as modas ou as conveniências não nos tirarem a capacidade de decidir em liberdade; se não tivermos vergonha de chorar nos momentos da dor e depois ir à procura dos porquês do nosso sofrimento para encontrar caminhos novos; se soubermos escutar a voz da nossa consciência e nos sentirmos bem connosco porque procuramos e seguimos a verdade do que somos; se formos capazes de nos rir de nós mesmos, dos nossos erros, das nossas fragilidades e depois querer ultrapassá-las com esforço e humildade, sabendo que “o homem é um ser em construção.”




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