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O vendedor de sonhos

Recentemente, Augusto Cury, psiquiatra, investigador e escritor, publicou um livro cujo título é “O vendedor de sonhos”. Neste livro, que vale a pena ser lido, principalmente numa época em que precisamos mesmo é de sonhar e esquecer o pesadelo em que a classe política tem transformado o nosso dia-a-dia, é abordada a temática de alguém que fala da importância de vender sonhos aos seres humanos. E estes compram-nos, pois entendem que apesar de invulgar, esta é uma ideia maravilhosa para quem está farto do politicamente correto.

Carlos Mangas
13 Dez 2013

A que propósito este introito? Na campanha para as eleições do SCB, o candidato da lista B apelidou o atual presidente e candidato da lista A de “vendedor de sonhos”. E, como quem me conhece, sabe que eu não alinho muito no politicamente correto, digo desde já que sou dos que também compram sonhos. E sabem quando? Quando acredito no vendedor e, no caso em apreço, este já me vendeu alguns com que eu, nem sonhava…
Conhecendo as “teias” com que se tece o nosso futebol, eu, e muitos outros, nem em sonhos acreditávamos ser possível o SCB  lutar pelo título sem ser, na “playsation”. Mas foi um sonho quase transformado em realidade e cuja não concretização levou ao surgimento e concretização de muitos outros. Também nem em sonhos acreditávamos ser possível ouvir no nosso estádio o hino da Champions e acompanhar o SCB ao estrangeiro em jogos da mesma competição. Mas em dois anos recentes, esse sonho foi realidade, e vimos as nossas cores e o nosso símbolo em santuários do futebol como o Glasgow, Sevilha, Emirates e Old Trafford, onde confesso ter acordado durante o jogo, a ganhar 2-0.
Mas nem só de Champions viveu o nosso passado recente. Numa outra competição, concretizamos o sonho de entrar em estádios como o Parque dos Príncipes, S. Siro, Anfield Road e ter o prazer de ouvir neste último, o “You’ll never walk Alone”, onde a canção e música, realmente têm (e fazem) sentido. E foi de lá que saímos a sonhar até à Ucrânia, só tendo finalmente acordado no AXA com o barulho ensurdecedor da comemoração de um golo de Custódio que nos colocou em Dublin. Estar numa final europeia, desculpem, mas para mim era algo que já ultrapassava o reino dos sonhos, era utópico, mas até isso foi conseguido.
Mas, como nem só de futebol se fazem os meus sonhos, através da criação da secção de desporto adaptado do nosso clube em janeiro de dois mil e nove, vi concretizados muitos outros, estes envolvendo cidadãos especiais. Nestes cinco anos alcançamos, através deles, excelentes resultados nacionais e internacionais elevando o nome do clube e do país nos quatro cantos deste nosso… redondo mundo. Mas, a maior de todas as vitórias e o maior sonho concretizado com estes cidadãos de corpo inteiro, foi permitir-lhes sentirem-se dignos e honrados com a camisola que vestem, tornando-os mais felizes e com energia para se superarem constantemente, tentando atingir assim o lugar de pleno direito na sociedade que também é, ou pelo menos devia ser, deles.
No entanto, e como otimista que sou, acredito que os melhores sonhos ainda não foram sonhados, pelo que hoje darei o meu modesto contributo, continuando a querer comprar sonhos ao mesmo vendedor, porque os tem sabido transformar em realidade.




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