Fotografia:
Natal Verde e Vermelho

1. De acordo com os jornais de Segunda-feira, terá sido em Janeiro de 2005 a última vez em que o Sporting Clube de Portugal liderou isolado o campeonato nacional de futebol, antes da actual realidade. Nessa ocasião, o Sporting beneficiou do triunfo caseiro sobre o Benfica para se guindar ao topo da classificação, com uma equipa liderada por José Peseiro e que contava com os nossos bem conhecidos Custódio e Hugo Viana. Quim defendia então a baliza encarnada. Feitas as contas, para um clube que ainda consta do rol dos “Grandes” do futebol nacional, foram mais de oito anos sem sequer provar o gosto da liderança a meio do percurso.

Ricardo Rio
12 Dez 2013

Tomando em linha de conta referenciais que me são mais próximos, nessa ocasião não tinha sequer nascido a mais velha das minhas filhas – hoje já na terceira classe –, nem eu protagonizara qualquer das três candidaturas à Câmara Municipal de Braga…
Mais do que esta ser razão óbvia para a satisfação que transborda dos adeptos verde e brancos, a situação reveste-se de contornos tanto mais especiais quanto sucede após uma época catastrófica do clube de Alvalade (que o deixou mesmo arredado da participação nas competições europeias).
Neste âmbito, a “revolução” tem por base a emergência de um novo Presidente, a contratação de Leonardo Jardim e o reforço com atletas tão conceituados quanto Maurício, Jefferson, Montero ou Slimani, os regressos de William Carvalho e Wilson Eduardo e a reabilitação de Adrien e André Martins…
Tem tudo para parecer impossível? Talvez. Mas boa parte do prazer da viagem está no caminho e não na chegada…

2. Por cá, vivem-se tempos igualmente insólitos e não apenas por força do inusitado menor rendimento do clube local no decurso da presente época.
Após um largo período em que a Presidência do Sporting Clube de Braga mais parecia um fardo assumido a título voluntário por um qualquer benfeitor, o crescimento sustentado do clube do ponto de vista desportivo e financeiro abriu portas à primeira disputa eleitoral em muitos e muitos anos.
Ora, independentemente das preferências que cada um possa ter (e a minha, enquanto sócio, foi assumida há já quase dois meses neste mesmo espaço) este facto não deixa de ser relevante e francamente positivo.
Afinal, quaisquer que sejam as motivações dos candidatos em compita, uma disputa eleitoral é sempre um sinal de vitalidade da entidade e uma oportunidade para que os seus membros possam expressar a sua vontade de forma plenamente democrática.
É isso que se deseja do acto eleitoral que amanhã terá lugar. Que ultrapassada uma campanha eleitoral em que os argumentos e os “mimos” entre os candidatos nem sempre foram os mais apropriados, os Braguistas participem massivamente nesta votação e ajudem a construir um clube cada vez mais forte e representativo.
rioric@gmail.com
madeinrr.blogspot.com




Notícias relacionadas


Scroll Up