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Outro Ponto de Vista…

“Os tempos difíceis não permitem a ninguém ser medíocre.”Pio XI
Esta semana, a propósito de um livro de Jaime Nogueira Pinto lançado na Sociedade de Geografia, em Lisboa, sobre a ascensão e queda de uma certa noção de Portugalidade recordei, com saudade imensa, uma conferência do Prof. Lúcio Craveiro realizada em Proença-a-Nova nos idos anos 90, que versou sobre o tema “Ser Português”. Essa palestra permitiu-me uma inolvidável viagem com o meu Ilustre Professor e amigo, às terras lindas de Loriga, na Serra da Estrela, minha base familiar paterna, fazendo-me perceber o sentido único de ser-se Português. Advém, se calhar desse momento, o meu profundo otimismo na realidade humana que foi capaz de construir esta realidade única que é Portugal, partindo de uma realidade serrana para uma mundividência ultramarina.

Acácio de Brito
6 Dez 2013

Não obstante, a par deste otimismo antropológico, persiste um ceticismo sobre alguns dos atores que desde tempos imemoriais permanecem na gestão do nosso quotidiano.
País de marinheiros, virado para mundos novos ao mundo dar, com marinheiros de costa ao leme, como sucede nos tempos mais recentes, o cumprir este desiderato quase fundacional parece lugar de nenhures!
País de mar aberto permite-se destruir a sua marinha mercante!
País com zona de mar exclusivo próximo da amplitude de uma Índia julga que pode não ter uma plataforma de reparação naval condigna!
Que ignorância.
Que falta de pensamento estratégico!
Condenar ao fecho estruturas de construção e reparação naval é crime de lesa-majestade.
Não tem sentido dizerem-nos que Bruxelas não permite. Os burocratas que pairam no centro da Europa apenas percebem, julgo eu, e mal, como funciona uma “Folha de Excel”.
Da história de um povo, apenas do que lhes vão dizendo e em alguns pontos de modo enviesado e não correto.
Tempo é de se dizer basta!
Ser português é uma qualidade gerada em muitos anos de luta, sacrifício, garra e esperança de construção de um mundo novo.
O mar deu-nos mundo, os portugueses deram mundo à Europa.
Às vezes se calhar seria de bom-tom recordar aos senhores de uma Europa fria e muitas vezes distante que este povo foi capaz de pensar estrategicamente, plantando um pinhal para construir as Naus, desenvolver uma Escola de formação adequada e levando os seus melhores a vencer os “adamastores”.
Ontem, como hoje, venceremos e passaremos o Cabo da Boa Esperança!




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