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Brasuca

As relações entre Portugal e Brasil são umbilicais, mas esta semana, a nossa relação histórica teve mais um episódio, digno de realce: a nossa aluna (EB Trigal, Tadim) e xadrezista, Mariana Silva conquistou a medalha de bronze na Gymnasiade, que decorreu na cidade de Brasília, em terras de Vera Cruz. A participação portuguesa nestas Olimpíadas Escolares (em que estiveram muitas das promessas que se encontram em percursos olímpicos nos diversos países) conquistou duas medalhas de bronze, contudo, toda a restante comitiva foi tendo prestações meritórias.

Carlos Dias
6 Dez 2013

As representantes da Coordenação Local do Desporto Escolar de Braga cumpriram os objetivos e obtiveram bons resultados. A Elsa Cruz (EB D. Maria II de Famalicão) ficou na 5.ª posição, no Disco, enquanto que a Graça Araújo (ES Camilo Castelo Branco) ficou em 3.º lugar, na final B, na natação, no estilo de costas.
Estiveram presentes 35 países, num total de 1700 alunos/atletas participantes, dos cinco continentes. À frente no medalhário esteve a Rússia com 62 medalhas (com mais medalhas de ouro), depois a delegação canarinha com 69 medalhas e a fechar este “pódio” a Itália, com 55 medalhas.
Os resultados desportivos, muitas vezes, têm o seu maior reflexo na motivação para o futuro. E quando se tratam de competições para jovens atletas essa deverá ser a maior “recompensa”. Apesar do sucesso desportivo ser multifatorial, quem atinge os seus objetivos, tem sempre mérito, quaisquer que eles sejam…
As condições do clube/escola, as condições de suporte de treino, os apoios financeiros, a conjugação das experiências dos atletas, as condições humanas e materiais, a gestão do grupo, a liderança, a metodologia do treino, o nível de oposição, entre muitos outros fatores poderão influir nos processos de vitória/sucessão de vitórias de uma equipa/atleta. Estes prémios dão significado à militância e ao esforço, ajudam à divulgação dos projetos/pessoas/modalidades, mas também lhes devem aumentar a responsabilidade em continuar a trabalhar com determinação e perseverança, para que futuro continue a ser risonho.
Esta semana também foi apresentada a bola oficial do mundial de futebol do próximo ano (“Brasuca”). As nossas equipas nacionais, nas ligas profissionais, passarão a jogar brevemente com este modelo. É um bom sinal. É sinal de profissionalismo, de um certo rigor. Agora, será que todas as ligas, particularmente nos países que jogam os lusos selecionáveis, vão fazer o mesmo? Não tenho a certeza, mas era bom que os atletas portugueses se fossem habituando às caraterísticas da bola. O número de atletas convocados para a seleção nacional a jogar em Portugal é residual, quase todos jogam por essa Europa fora. Mas o negócio para a marca é que é a chave. Assim, os clubes portugueses terão que adquirir as tais “brasucas”, para que a adaptação aconteça, mesmo que apenas um leque muito restrito de portugueses as use no mundial. Aldo Rebelo, ministro brasileiro do Desporto dizia que “Um mundial no Brasil sem a presença de Portugal seria como uma festa de família sem a presença do pai e do avô”. Desta forma, ao marcar presença no Mundial’2014, Portugal dá de “comer” a muitos filhos e netinhos… por esse mundo fora!




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