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Tempo do Advento

1 Entrámos em 1 do corrente mês de dezembro no tempo do Advento. Principia um novo Ano Litúrgico, como lembrei há quinze dias. Consta de quatro domingos e tem duas partes: até 16 de dezembro e a partir do dia 17. O primeiro domingo do Advento, como vimos, sublinha a última vinda do Senhor, convidando à vigilância. É a espera da segunda vinda de Jesus como tempo final e definitivo da nossa libertação. Esta espera tem de ser ativa e não passiva. Não é um estar de braços cruzados. O segundo tem uma perspetiva ao mesmo tempo escatológica e histórica. João Batista manda preparar os caminhos do Senhor.

Silva Araújo
5 Dez 2013

O terceiro manifesta Cristo já presente.
O quarto narra a Encarnação do Verbo, pondo em relevo a figura de Maria.

A liturgia do Advento está resumida nos dois prefácios da Missa. O primeiro, que se lê até ao dia 16 de dezembro inclusive, dá graças a Deus pelo Senhor que «já veio» e «há de vir de novo»; o segundo, lido desde o dia 17 até ao dia 24, evoca os personagens que nos ajudam a entrar no «mistério» do nascimento de Jesus: os Profetas que O anunciaram, a Virgem Maria que O esperou e João Batista que O proclamou e mostrou à multidão.
 
O Advento fala-nos de Deus que vem sempre – que veio, que vem e que virá – para elevar a nossa humanidade a viver ao nível da Divindade. Diz-nos que Deus continua a acreditar em cada homem que criou por amor. Lembra-nos o grande presente que é Deus que Se nos dá.
Faz-nos experimentar e viver a insatisfação própria da condição humana; a aptidão ilimitada para o dom de Deus.
 
2. A vivência do Advento é marcada pela contenção, pela sobriedade, pela austeridade e pela interioridade.
É um tempo dominado pela esperança cristã, um tempo de expetativa, um tempo de acolhimento. É um tempo litúrgico em que se evidencia fortemente a dimensão escatológica do mistério cristão.
Não é tempo de festa, mas de preparação para a Festa. Os paramentos são roxos. A Missa não tem Glória. Há sobriedade nas flores e no canto.
 
3. Os principais personagens do Advento são Isaías, João Batista, a Virgem Maria.
Isaías é o grande profeta da esperança messiânica. Mais do que noutros profetas, encontra-se nele o eco da grande esperança que orientou o povo eleito durante os séculos duros e decisivos da sua história.
João Batista é o Precursor de Jesus, cuja pregação é um convite à conversão, como condição indispensável para a salvação.
A Virgem Maria aparece como a «Serva do Senhor», que se entregou plenamente à Sua vontade e esperou, na alegria, a vinda  de Deus ao mundo.
 
4. Ao domingo, a primeira leitura apresenta profecias relativas ao Messias e aos tempos messiânicos.
A segunda é quase sempre das cartas de S. Paulo e desenvolve os diversos aspetos do Advento.
Os evangelhos têm um caráter próprio cada domingo: o primeiro refere-se à segunda vinda do Senhor, como termo final e definitivo da nossa libertação; o segundo e o terceiro, evocam a figura de João Batista como precursor da anunciada salvação e pregador das disposições pessoais requeridas pela aceitação da salvação; o quarto relaciona-se com os acontecimentos que prepararam, de maneira próxima, o nascimento de Jesus e onde tem particular relevo Nossa Senhora.
 
Na última semana antes do Natal do Senhor apresentam-se os acontecimentos que prepararam imediatamente o nascimento de Jesus, extraídos do Evangelho de S. Mateus (cap. 1) e de S. Lucas (cap. 1).
Na primeira leitura escolheram-se textos dos diversos livros do Antigo Testamento em relação com o Evangelho, entre os quais se encontram algumas profecias messiânicas de grande importância.




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