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Então é Natal!

Estamos prestes a entrar na época mais iluminada do ano. Em Dezembro já não há ruas sem luzes em formato de sinos ou anjinhos, centros comerciais e montras de lojas que não estejam artilhadíssimas! Dizem que o Natal é das crianças e até aí todos compreendemos porquê. Jesus nasceu e é “o menino” no Presépio, um menino que nasceu num estábulo. Com certeza que teve três presentinhos oferecidos pelos Reis Magos, mas nenhum deles era “Chico, Cenoura ou Famosa”… As crianças e o consumismo. Para estas crianças, o menino Jesus não passa de uma figura do presépio (quando há e lhes é ensinado quem é) e em contrapartida, o Pai Natal multiplica-se por todo o lado, inclusive no mundo imaginário das crianças, amaldiçoadas por galinhas e hipopótamos que tanto apelam ao consumo, pela fome de prendas a escorregar chaminé abaixo e o poder mostrar que se tem. Algo que no fundo nem se quer ou vai ficar a maior parte do tempo arrumado a um canto…

Sara Beja
1 Dez 2013

Poderíamos tentar mudar esta realidade. O que é facto, é que antigamente, aquilo que era uma festa religiosa e tinha um grande sentimento de fé e aproximação a Deus no seio familiar, é hoje em dia uma época de stress, correrias e de fazer contas à vida, de tal forma, que há quem entre em Janeiro sem um tostão para se governar…
Mas como não sou ninguém para julgar o estilo de vida de cada um, gostaria apenas de alertar as pessoas, no sentido de se debruçarem sobre uma realidade recente e de certa forma, poderem também afastar-se do stress “compulsivo-consumista-natalício” e viverem esta quadra com os verdadeiros valores do Natal.
Existem na nossa sociedade muitos idosos que não podem nem têm com quem partilhar estes valores. São pessoas isoladas ou que simplesmente, o mundo se esqueceu delas. Lembrem-se que a maioria dessas pessoas, viveram o Natal numa época em que não se pensava em consumismo e as maiores extravagâncias estavam na alimentação. Comer perú ou bacalhau, na maioria das famílias, era um acontecimento reservado apenas para o Natal. E as crianças ficavam felizes em receberem com meia dúzia de chocolates ou “roupa nova”!
Os nossos idosos não estão à espera de receber um presente, estão à espera de sentir um abraço. Trocam mil vezes, comidas exuberantes por uma conversa amiga. Não querem luxo, querem amor.
Nesta época, lembrem-se dos idosos que estão sós. Pensem que eles podem relembrar-vos o que significa o Natal e qualquer um de nós pode partilhar esses valores sem correrias e sem dar conta do orçamento familiar.




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