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Retrovisores

Chegou ao seu destino. Ainda não! É necessário estacionar bem. Para isso, deve usar os retrovisores: o interior e os dois exteriores, além de talvez necessitar de se voltar para trás. A manobra nem sempre é fácil e, por vezes (quase sempre) torna-se dolorosa. Talvez este “estacionamento” não seja ainda o definitivo, mas notou certamente que, na viagem (na vida), teve necessidade de parar várias vezes e “olhar pelo retrovisor”. Durante a condução, os olhares para o retrovisor são fugazes e devem permitir a visão para a frente, para o futuro. É importante olhar para o passado, pois graças a ele adquirimos conhecimentos e sabedoria, mas apenas pelo serviço que presta para o objectivo em vista: “chegar ao destino”. E qual é o destino? O destino do Homem é único, mas há tantos caminhos a seguir quantas as pessoas. Cada caminho é único como cada ser humano.

Isabel Vasco Costa
27 Nov 2013

O “retrovisor interior” permite uma visão do passado, do caminho percorrido, mas pode não ser suficiente. Então, torna-se necessário olhar para os retrovisores exteriores, da direita ou da esquerda, numa tentativa de perceber quais as intenções dos condutores que seguem ao lado. Tencionam ultrapassar-nos? Mudar de faixa? Seguem distraídos (com o telemóvel, crianças, paisagem…) em risco de causar um acidente?
Atenção ainda ao bom estado dos retrovisores. Convém substituir os espelhos logo que se partem e limpá-los se estão embaciados ou sujos por algum pássaro. Geralmente, são os sentimentos de inveja, ciúmes, rancores, injustiça… que destorcem as imagens; porém, podem insinuar-se personagens sinistras capazes de caluniar e levantar desconfiança nas famílias e amigos, levando a cortes de relações e a disputas.
Cada paragem exige maior concentração na condução. É um convite a pensar na razão da viagem, no porquê deste destino. Uma doença grave, a morte de um ente querido, os aniversários de fim de curso com amigos de liceu, colégio ou faculdade… são paragens para recordar e repensar a vida, também neste final de Novembro, o mês dos defuntos e também do encerramento do Ano da Fé.
O estacionamento final proporciona a oportunidade de, com calma,  serenidade e confiança, com FÉ, corrigir a rota e chegar ao destino. São inúmeros os livros, artigos, notícias e confidências que descrevem os perdões (entre casais, pais e filhos, irmãos, tios e sobrinhos…), as pazes, as confissões que se concretizam quando se chega ao termo do caminho.
Tudo graças à boa qualidade dos retrovisores.




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