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Solenidade de Cristo Rei Universal – encerramento do «Ano da Fé»

A Festa de Cristo Rei é uma das festas mais importantes do calendário litúrgico, pois nela celebramos aquele Cristo que é o Rei do Universo. O seu Reino é o Reino da Verdade e da Vida, da Santidade e da Graça, da Justiça, do Amor e da Paz. Esta festa foi estabelecida pelo Papa Pio XI em 11 de Março de 1925. O Papa quis motivar os católicos para reconhecer em público que a cabeça da Igreja é Cristo Rei. O ano litúrgico termina com esta Solenidade para salientar a importância de Cristo como centro da História Universal. É o Alfa e o Ómega, o princípio e o fim. Cristo reina nas pessoas com a mensagem de amor, justiça e serviço. O Reino de Cristo é eterno e universal, quer dizer, para sempre e para todos os homens.

Maria Fernanda Barroca
23 Nov 2013

Este ano, a Solenidade de Cristo Rei, celebra-se a 24 de Novembro e o Papa-Emérito Bento XVI, quando convocou o Ano da Fé, determinou que começasse a 11 de Outubro de 2012 e encerrasse neste dia 24 de Novembro de 2013.
Esta festa tem um sentido escatológico no qual nós celebramos Cristo como Rei de todo o Universo. Nós sabemos que o Reino de Cristo já começou a partir de sua vinda na terra há quase dois mil anos, porém Cristo não reinará definitivamente em todos os homens até que volte ao mundo com toda a sua glória no final dos tempos. Jesus anunciou-nos esse grande dia, em Mateus 25, 31-46.
Na festa de Rei de Cristo celebramos que Cristo pode começar a reinar nos nossos corações no momento em que nós permitimos, e o Reino de Deus pode deste modo fazer-
-se presente na nossa vida. Desta forma estabelecemos o Reino de Cristo de agora em diante em nós mesmos nas nossas casas, no nosso emprego e em toda a nossa vida.
A Igreja tem a responsabilidade de orar e aumentar o reinado de Jesus Cristo entre os homens. O aumento do Reino de Deus deve ser o centro da nossa vida como membros da Igreja. Fazer com que Jesus Cristo reine no coração dos homens, nos lares, nas comunidades e nas cidades.
Com isto poderemos chegar a um mundo novo no qual reinará o amor, a paz e a justiça e a salvação eterna de todos os homens.
Para que Jesus reine na nossa vida, devemos em primeiro lugar conhecer Cristo. A leitura e reflexão do Evangelho, a oração pes-
soal e os sacramentos são os meios para conhecê-Lo e as graças recebidas vão abrindo os nossos corações ao seu amor. Trata-se de conhecer Cristo de uma maneira experimental e não só teleológica.
O amor a Cristo levar-nos-á quase sem perceber a pensar como Cristo, querer como Cristo e sentir como Cristo, vivendo uma vida de verdadeira caridade e Cristandade autêntica. Quando imitarmos Cristo conhecendo-O
e amando-O, então podemos experimentar o seu Reino.
O compromisso apostólico consiste em levar o nosso amor para a acção de estender o Reino de Cristo a todas as almas por meio de trabalhos concretos de apostolado. Não podemos parar, nem encerrar na sacristia, segundo o parecer do Papa Francisco.
Dedicar a nossa vida a expandir o Reino de Cristo na terra é o melhor que podemos fazer, pois Cristo nos recompensará com uma alegria e uma paz profunda e imperturbável em todas as circunstâncias da vida.
Ao longo da história existem inumeráveis testemunhos de cristãos que deram a vida por Cristo como o Rei das suas vidas, basta ver no século XX, durante a Guerra Civil espanhola o que aconteceu. Basta consultar o site da AIS e ver o que se passa actualmente.
O Papa Francisco, termina a sua Porta da Fé com um capítulo dedicado a Nossa Senhora: «Feliz daquela que acreditou» (cfr. Lc 1, 45):
«Ajudai, ó Mãe, a nossa fé. Abri o nosso ouvido à Palavra, para reconhecermos a voz de Deus e o seu chamamento. Despertai em nós o desejo de seguir os seus passos, saindo da nossa terra e acolhendo a sua promessa. Ajudai-nos a deixar-nos tocar pelo seu amor, para podermos tocá-Lo com a fé. Ajudai-nos a confiar-nos plenamente a Ele, a crer no seu amor, sobretudo nos momentos de tribulação e cruz, quando a nossa fé é chamada a amadurecer. Semeai, na nossa fé, a alegria do Ressuscitado. Recordai-nos que quem crê nunca está sozinho. Ensinai-nos a ver com os olhos de Jesus, para que Ele seja luz no nosso caminho. E que esta luz da fé cresça sempre em nós, até chegar aquele dia sem ocaso que é o próprio Cristo, vosso Filho, nosso Senhor».




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