Fotografia:
O logro!

Pensar que os partidos políticos estão doentes, em fase terminal, e que a sua substituição passa pela descoordenação do sistema político vigente através da regionalização municipalizada ocupada por indivíduos avulso propostos por grupos apartidários, ditos independentes, pretendendo-se inclusive, a tramitação do modelo para o Parlamento, e deste para o Governo, é pretender anarquizar a governação no País de forma a que surjam condições propícias a um sistema ditatorial para nos “salvar”, enquanto nação, da propalada “bancarrota” onde de facto não há condições para haver divergência de opinião social e política, e sim a assunção ao poder de indivíduos agrupados em torno de objectivos desconhecidos e intenções dúbias de domínio e controlo a que não será estranho os poderes instituídos ao longo dos séculos e que sempre tiveram a democracia como inimigo principal, porque foi esta que os destronou e criou mecanismos de intervenção popular na escolha do modelo social e dos cidadãos a exercício de cargo público.

António Fernandes
22 Nov 2013

Modelos, onde a predominância geracional imperava, suportada por estrutura de índole organizacional de cariz militar.
Daí que seja legítimo considerar que os partidos políticos continuam a ser o garante da legitimidade e governação democrática, embora, ao longo dos anos, tenha havido apropriação indevida das suas estruturas e organização. Fator de relevo mas possível de inverter.
Legítimo é, também, a suspeita sobre os financiamentos que curiosamente ninguém questiona, sobre como são feitas e com que dinheiro as campanhas promotoras de candidatos anti-partidos, conhecidos que são os financiamentos legais aos partidos políticos. 
Assim como é legítimo questionar o porquê da não organização dos cidadãos em causa, em torno de organização legalmente constituída que lhes fiscalize o desempenho em permanência. Impedindo assim o desempenho ditatorial, populista ou não, mas que terá sempre um cunho de compromisso com os apoios financeiros de suporte, contrariamente ao anunciado aos seus eleitores. Sabido que é, ser a constituição destes grupos de cidadãos, exclusivamente para o ato eleitoral que visam. Findo este, a figura legal de suporte à candidatura termina. Os eleitos ficam libertos de qualquer elo de responsabilidade política e de ligação aos  cidadãos eleitores, à Lista de apoiantes, a quem prestar contas de lealdade aos princípios e aos atos que conjuntamente defenderam, prometeram, e se comprometeram levar à prática.
Neste momento crítico da nossa História em sociedade onde tudo se questiona, é demasiado estranho haverem questões de fundo orgânico do Estado que ficam de fora da discussão.
A presumível doença dos partidos políticos é uma delas. No âmbito dos cuidados de saúde a ter para com estes e não nos cuidados paliativos tidos como se de um doente terminal se tratasse.
Esquecendo-se os que se apressam a ser coveiros da organização social do Estado de que os partidos políticos não são organizações abstratas. Nem vazias de pessoas e ideais.
Os partidos políticos são organizações de cidadãos em torno de objetivos claros, que representam, e pelos quais lutam.
Ao contrário dos movimentos de cidadãos que se apresentam a um ato e se diluem de seguida!
Resulta este exercício em apurar se o que interessa à sociedade enquanto forma organizada de vida em Nações com identidade e limites geográficos é a vida em liberdade num quadro de regras que a democracia comporta, ou se pretendem um outro modelo, de tipologia populista e desregrada, onde só a ditadura funciona, e que culmina com a imposição do indivíduo que se propagandeia de extraordinário na aplicação prática do modelo ditatorial pretendido.
O mesmo que não quer Deputados no Parlamento. Não quer funcionalismo público. Não quer a intervenção do Estado em domínio nenhum. Não quer partidos políticos. Para depois vir dizer que não quer associações. Que não quer sindicatos. Que não quer liberdade religiosa. Em suma; Que tem que acabar com a liberdade para poder governar o País!
Importa por isso, dar início à discussão interna sobre as condições geradas por alguns e que resultaram em prejuízo de muitos, e destes, através das condutas e práticas, em prejuízo da sociedade em geral.
Sabemos que a democracia resultou de uma luta entre os que defendiam sistemas de modelos político diferentes e que para que um modelo vingasse, outro modelo teve de claudicar.
O que não se sabia na altura era qual o rumo que o mundo Ocidental tomaria. Nomeadamente a Europa. E que culminou com a viragem na orientação política que passou a ser de dependência de uma potência regional. A Alemanha!
Dependência que importa anular de forma concertada entre todos os países membros. Que para que aconteça carece de entendimentos entre os partidos políticos representando interesse Nacionais e de Estado! 
Nunca de grupos ocasionais para eleição específica!




Notícias relacionadas


Scroll Up