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Assombroso

Após a estrondosa vitória da nossa seleção na passada terça-feira em Estocolmo, muito se disse, muito se escreveu e ainda muita tinta há-de correr nos próximos tempos, não só pela vitória portuguesa e que apura a equipa das quinas para mais um mundial de futebol, mas fundamentalmente pela espantosa exibição de Cristiano Ronaldo, que culminou com a marcação dos 3 golos a juntar ao que já havia marcado no Estádio da Luz. Normalmente a imprensa costuma dar destaque a muitos jogadores que marcam golos mas nem sempre por mérito próprio, pois por vezes a bola esbarra nesses jogadores (estão a ver o auto-golo da Roménia frente à Grécia?) e até acaba por entrar, ou aquele jogador que, acabado de entrar num jogo, na primeira vez que toca na bola faz golo.

Luís Covas
22 Nov 2013

Com certeza que isso não aconteceu com Cristiano Ronaldo pois todo o mérito dos 3 golos conseguidos a ele lhes pertence pois foram fruto da sua capacidade eximia capacidade técnica aliada a uma condição física impressionante, onde a resistência a força a velocidade a potência e intensidade demonstrada foram fatores determinantes, sem esquecer o sacrifício a abnegação e a dor, para que tenha carregado com a equipa das quinas “às costas” como é hábito afirmar-se e levar Portugal até ao mundial do Brasil. Quem tem conhecimentos da fisiologia do esforço sabe muito bem que humanamente não é possível jogar com aquela intensidade em muitos jogos seguidos mas a mim impressionou-me o ritmo a cadência a intensidade, a explosão e a permanência de tempo com que o executou sabendo que já vinha de um jogo tremendo 4 dias antes na Luz. Sei que um jogador não faz uma equipa mas que contribuiu em muito, disso não tenho dúvida! Toda a imprensa nacional e internacional fez eco dessa exibição e realça tudo quanto Cristiano Ronaldo produziu com a vitória alcançada em todas as frentes. Muitos afirmam que agora o capitão português dispara nas cotações das casas de apostas como principal candidato a ganhar a Bola de Ouro depois do jogo na Suécia. Não creio que isso tenha influência pois eleger um atleta o “melhor do ano”, na minha opinião, deve ser avaliado e ponderado por tudo quanto fez nesse ano. Querer comparar Cristiano com Messi é um erro tremendo pois são 2 atletas com características diferentes sendo dois jogadores incontornáveis e nesse sentido incomparáveis. Caro leitor, sabe quem é Usain Bolt? É o atleta mais rápido do Mundo, campeão mundial e olímpico dos 100 e 200 metros, mas se o colocarmos a fazer uma Maratona ou uma corrida de 10 000 metros seguramente que não ganhará. E um campeão de Fórmula 1 a fazer Rally também não terá grande sucesso, não deixando por esse facto de serem os melhores do mundo.
Com todo este preambulo gostaria de realçar o papel que o nosso capitão desempenhou no último jogo, retirando daí as ilações necessárias, que são fruto do seu trabalho e reflexo de todo o seu profissionalismo, empenho e dedicação à causa que abraçou. Que sirva de exemplo para os jovens praticantes e também para alguns companheiros de profissão e da seleção. Para mim será sempre um exemplo a seguir e daí se poder concluir porque é que uns são melhores que outros.




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