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Alerta vermelho

É dever dos serviços da protecção civil dar sinal de alerta sempre que as populações estão em perigo iminente devido a condições meteorológicas ou aproximação do inimigo em tempo de guerra. A cor do alerta indica o grau do perigo que pode ser amarelo, laranja ou vermelho à medida que este aumenta. Neste momento, o Papa Francisco e alguns bispos e sacerdotes têm vindo a alertar para um fenómeno que ameaça alastrar em muitos países. Trata-se da necessidade crescente do sobrenatural, manifestada pelas populações. Em si, a necessidade de ter vida espiritual é algo natural no homem que necessita de Deus.

Isabel Vasco Costa
18 Nov 2013

O perigo está na falta de sentido crítico na busca do espiritual. Chega a acontecer que pessoas cultas e responsáveis falem em público, como se de ciência se tratasse, de “auras”, de reincarnações  sucessivas das almas, como sucedeu num recente debate acontecido no anfiteatro da Ordem dos Médicos e descrito no artigo “Com Papas e Bolos…”, da professora de filosofia Maria Susana Mexia.
Nós próprias conhecemos, talvez, pessoas adeptas das idas à bruxa, aos cartomantes, aos adivinhos e astrólogos, à prática de yoga (ver “L’Experience Interdite” do Père Joseph-Marie Verlinde, Saint-Paul Éditions Religieuses) e de ritos espíritas… São muitos os jornais que publicam horóscopos lidos com avidez por quem quer conhecer o futuro. O Reiki, que se baseia na invocação de demónios japoneses, começa a surgir em hospitais e escolas de técnicas de saúde como se fosse uma ciência fiável.
Poucas são as pessoas que se apercebem do risco que correm ao aderirem a esta moda. Todas estas práticas vão contra o primeiro mandamento da lei de Deus: amar e adorar a Deus sobre todas as coisas. Aquelas consultas manifestam a falta de confiança em Deus, tal como o fizeram os nossos primeiros pais. A consequência dessas práticas é, como também aconteceu com Adão e Eva, perder-se a amizade com Deus e ficar-se sob o domínio do demónio. Ele existe e está a manifestar-se de modos cada vez mais marcantes, um pouco como no tempo de Cristo. É por essa razão que alguns bispos estão a nomear exorcistas nas suas dioceses.
Em Portugal, um dos mais conhecidos é o Pe. Duarte Sousa Lara que trabalhou com o Pe. Gabriele Amorth,  exorcista da diocese de Roma. Com a sua experiência, o Pe. Sousa Lara explica que a posse diabólica ou suas manifestações podem ter diversas origens: o malefício que alguém invoca por vingança ou inveja sobre outro, a prática habitual de consultas (mesmo as feitas pela internet) do tipo magia negra como as já mencionadas, os ataques do próprio demónio às pessoas piedosas, como aconteceu com o Santo Padre Pio e o Santo Cura d’Ars. É possível expulsar o demónio, sim, mas o processo pode ser demorado e deve ser acompanhado pela oração das famílias e pessoas amigas que estejam em estado de graça.
O Padre Duarte insiste no poder da oração e na frequência dos sacramentos, particularmente nos da confissão frequente e da Eucaristia. Diz ele que, se soubéssemos qual é o poder da Eucaristia, nunca deixaríamos de assistir à Missa diária, não apenas à dominical. “Não há que ter medo do demónio”, diz também, “com a frequência dos sacramentos estamos perfeitamente protegidos”.




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