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Uma outra realidade

A entrada de leão de Ricardo Rio na gestão camarária criou nos bracarenses a ideia positiva e confiante que o mandato autárquico decorrerá sob o signo do cumprimento das promessas eleitorais, da “limpeza inorgânica” que tem de ser feita aos gabinetes das “gentes socialistas” e da criação de condições favoráveis para se incrementarem políticas activas que conduzam ao emprego e ao desenvolvimento sustentado do concelho. Bons sinais, obviamente, auguram bom mandato que terá que ser fundamentado e reforçado na lógica da tranquilidade, da seriedade e da boa decisão. Assim se espera e se acredita que será conseguido para bem da cidade e de todos os bracarenses.

Armindo Oliveira
16 Nov 2013

O momento político que se vive agora no concelho é positivo e carrega uma boa carga de esperança que as coisas vão ser bem diferentes e bem mais claras. Não haverá, por certo, tolerância para suportar situações duvidosas e arrastadas, porque as promessas eleitorais foram muitas e bastante direccionadas para os cidadãos e para o desenvolvimento do município. Os bracarenses vão estar bem atentos a todas as movimentações na CMB e atento às políticas incrementadas pelo novo executivo.
Ricardo Rio e os bracarenses sabiam que era, de facto, tempo de se acabar com o clientelismo, com a dança das cadeiras do poder entre assessores, administradores e vereadores e com a instalação da consanguinidade “monárquica” que se estava a enraizar e a verificar no domínio das esferas da CMB. Sabiam que este quisto político maligno contribuiu para a degradação da vitalidade das instituições locais, que violou o sagrado direito democrático da igualdade de oportunidades entre os bracarenses e que ofuscou a imagem de uma cidade e de um concelho que tem uma história gloriosa e milenar no contexto da Península e até na solidificação e da difusão do cristianismo na Europa e no Mundo. Ricardo Rio tem esta consciência e não poderá, por isso, cometer os erros fáceis do favoritismo e do amiguismo. Terá que escolher os melhores homens e mulheres para os lugares certos, de forma que os serviços camarários funcionem em pleno e com rentabilidade. Ricardo Rio terá que ser exigente e muito rigoroso na sua gestão, porque os recursos financeiros são escassos, há muitas dívidas a pagar, muitas pessoas a precisarem de ajuda e muitos empregos para se criarem.
A falácia do paralelismo infeliz e grosseiro que alguém quis estabelecer entre o notável Arcebispo
D. Diogo de Sousa e o ex-presidente da CMB Mesquita Machado a propósito do “grande crescimento da cidade”, só pode ser feito à luz da miopia partidária e dos interesses grupais que estiveram na mó de cima durante o longo período de penumbra socialista que subjugou toda um município à ditadura do betão e do aço. No tempo de MM, não havia coragem suficiente para desafinar da situação em vigor, porque a nomenclatura funcionava em pleno e não dava hipóteses para uma segunda escolha ou para uma segunda oportunidade. Havia medo, efectivamente, e este sentimento antidemocrático terá que ser banido definitivamente das instâncias políticas que dominam o poder local. Com medos ninguém arrisca. Com medos não há desenvolvimento social.
Neste começo da nova gestão municipal é de assinalar a reposição da normalidade no estacionamento citadino. A sementeira abusiva de parcómetros nas artérias da cidade deixou de ser um estorvo ao uso natural do espaço público e um negócio que não traz mais–valias significativas para os utilizadores do automóvel.
A anulação da expropriação apressada do prédio junto às Convertidas pelo antigo executivo socialista, é outra medida simbólica que vai extirpar todo um processo pouco ortodoxo e penumbroso que envolvia largo capital e que não se revestia de prioridade na requalificação do património construído.
A descida da taxa do IMI, assim como o facto de se prescindir do serviço dos motoristas e respectivas viaturas para uso dos vereadores são medidas demonstrativas de uma nova forma de se gerir os destinos do concelho que merece os aplausos de todos que gostam do rigor da aplicação dos dinheiros públicos e da sensatez como estratégia apaziguadora entre o poder na edilidade e os munícipes.




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