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“Eucaristia. A minha estrada para o Céu”

Eucaristia. A minha estrada para o céu. Biografia de Carlo Acutis” é o título do livro escrito por Nicola Gori, um dos jornalistas do “L’Osservatore Romano”, e publicado pelas Edições São Paulo. Em Outubro de 2006, Carlo Acutis tinha 15 anos de idade e a sua vida foi ceifada por uma leucemia galopante. O adolescente, natural de Milão, comoveu familiares e amigos ao oferecer todos os sofrimentos da sua doença pela Igreja e pelo Papa. O seu testemunho de fé pode vir a dar lugar à abertura do processo de beatificação, e este livro, na minha opinião vai nesse sentido.

Maria Fernanda Barroca
16 Nov 2013

Segundo os editores, Carlo «era um adolescente que vivia uma vida normal como, felizmente, muitos do nosso tempo, estão a viver».
Era um bom aluno e quer na escola, quer entre os amigos, era um grande apaixonado por computadores. Isso não impedia que, ao mesmo tempo fosse um cristão a tempo inteiro: amava Jesus Cristo, diariamente participava na Missa, onde comungava. Tinha um amor entranhado a Nossa Senhora.
Antónia Acutis, mãe de Carlo, conta que sendo pequeno, e sobretudo depois de sua Primeira Comunhão, nunca faltou diariamente à Santa Missa e ao Terço, bem como às Adorações Eucarísticas.
«Com esta intensa vida espiritual, Carlo viveu plena e generosamente os seus quinze anos, deixando em quem o conheceu uma profunda marca. Era um moço especialista em computadores, lia textos de engenharia informática e deixava a todos estupefactos, mas este dom usava-o para serviço do voluntariado e para ajudar seus amigos».
A sua grande generosidade fazia-o interessar-se por todos: os imigrantes, os portadores de necessidades especiais, as crianças, os pobres. «Estar próximo de Carlo era estar perto de uma fonte de água fresca», assegura a sua mãe.
A sua mãe recorda que «pouco antes de morrer Carlo ofereceu os seus sofrimentos pelo Papa e pela Igreja. Certamente o heroísmo com o qual enfrentou a sua doença e sua morte convenceram muitos que verdadeiramente nele havia algo especial. Quando o médico que o acompanhava perguntava se sofria muito, Carlo respondia: «Há gente que sofre muito mais do que eu!».
Francesca Consolini, postuladora para a causa dos Santos da Arquidiocese de Milão, acredita que no caso de Carlo há elementos que poderão levar à abertura de um processo de beatificação.
«A sua fé, singular numa pessoa tão jovem, era segura, levava-o a ser sempre sincero consigo mesmo e com os outros. Manifestou uma extraordinária atenção para o próximo: era sensível aos problemas e às situações dos seus amigos, os companheiros, as pessoas que viviam perto dele a quem o encontrava dia a dia», explicou Consolini.
Para a especialista, Carlo Acutis «tinha entendido o verdadeiro valor da vida como dom de Deus, como esforço, como resposta a dar ao Senhor Jesus dia a dia em simplicidade».
Carlo «tinha compreendido o valor do encontro quotidiano com Jesus na Eucaristia, e era muito estimado e procurado pelos seus companheiros e amigos por sua simpatia e vivacidade», indicou.
«Depois da sua morte muitos sentiram a necessidade de escrever uma lembrança pessoal, acerca dele e outros comentaram que vão pedir a sua intercessão nas suas orações: isto fez com que a sua figura seja vista com particular interesse» e em torno da sua lembrança está a ganhar terreno o que se chama «fama de santidade», explicou.
Carlo Acutis já recebeu o título de Servo de Deus e o processo continua agora nos estudos das suas virtudes.
Com o reconhecimento das suas virtudes o mesmo receberá o título de Venerável e estará a um passo para a beatificação.
E o Papa Francisco que tem vindo a dedicar a sua atenção aos jovens canonizáveis, por serem dos nossos dias e por isso mais imitáveis, espero que em breve o beatifique.




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