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O «guião» do Papa?

1 Dizem que o Papa Francisco quase não fala do Vaticano II. De facto, o Papa não tem citado com frequência os documentos do Concílio. Mas, se repararmos bem, há um documento elaborado durante o Concílio que o Papa tem seguido com uma fidelidade quase escrupulosa. 2. O referido texto parece ser um guião para este pontificado. Este pontificado parece ser um decalque daquele texto. 3. Foi assinado, a 16 de Novembro de 1965, por 39 bispos depois de uma Missa concelebrada na Catacumba de Santa Domitila. Daí que se tenha tornado público como o «Pacto das Catacumbas».

João António Pinheiro Teixeira
12 Nov 2013

4. Trata-se não tanto de enunciados doutrinais ou de propostas pastorais, mas sobretudo de um compromisso de vida.
Os signatários perceberam que, sem o respaldo de uma vida coerente, a doutrina não convence e a pastoral não funciona.
5. Neste sentido, os bispos mostram vontade de «viver como toda a gente, no que concerne à habitação, à alimentação e aos meios de locomoção».
Renunciam a toda a «aparência de riqueza, especialmente no traje e nas insígnias».
6. A «gestão financeira nas dioceses é confiada a uma comissão de leigos competentes a fim de eles serem menos administradores e mais pastores e apóstolos».
Nas relações sociais, prometem evitar «aquilo que possa parecer conferir privilégios ou preferências pelos ricos e poderosos (ex.: banquetes oferecidos ou aceites, lugares reservados nos serviços religiosos, etc.)».
7. Dentro do mesmo espírito, recusam-se a «incentivar a vaidade de quem quer que seja, sob o pretexto de recompensar ou solicitar dádivas».
Mostram vontade de dar «tudo para o serviço apostólico e pastoral das pessoas e dos grupos economicamente fracos e subdesenvolvidos, sem que isso prejudique outras pessoas e grupos».
8. Conscientes das exigências da missão, dispõem-se a «procurar transformar as obras de “beneficência” em obras sociais baseadas na caridade e na justiça».
Assumem-se disponíveis para sensibilizar os responsáveis pelo governo a fim de que ponham em prática «leis, estruturas e instituições necessárias à justiça, à igualdade e ao desenvolvimento harmónico e total do homem todo e de todos os homens».
9. Comprometem-se a partilhar a «sua vida com os sacerdotes, religiosos e leigos, para que o ministério constitua um verdadeiro serviço».
10. Ainda bem que o Papa Francisco está a tirar este pacto das catacumbas.
É vital que ele toque os crentes. E que possa contagiar a humanidade inteira!




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