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A propósito da Gripe H1N1

Um dos possíveis efeitos secundários da vacina H1N1 é o síndrome de Guillian-Barre, o mesmo que matou e incapacitou centenas de americanos na campanha de vacinação em 1979. Com 500 casos confirmados deste síndroma, a vacina foi retirada do mercado 10 dias depois, após ter sido aplicada a 48 milhões de pessoas – e fazendo mais vítimas que o próprio vírus H1N1. Esta patologia ataca diretamente o sistema nervoso, causando problemas de respiração, paralisia e até a morte. Esta gripe é comparada à sua congénere espanhola de 1919, que matou mais de 20 milhões de pessoas.

Albino Gonçalves
11 Nov 2013

Quando a “gripe espanhola” é referida, normalmente aborda-se o número de mortes e não o número de contaminados. A percentagem de morte foi de 2,5%, o que significa que 97,5% dos contaminados recuperaram. A atual gripe A tem uma mortalidade de 0,05, o que significa que 99,95% dos contaminados recuperam. Isto significa que não há necessidade de arriscar os efeitos secundários de uma vacinação. A este respeito, convém anotar que a “gripe espanhola” apareceu nos EUA após um programa de vacinação – e os únicos países não afetados foram, precisamente, os que não usaram essa vacina…
Os testes da vacina H1N1 já começaram nos EUA, mas não em laboratórios: são testes aplicados em seres humanos, onde as crianças estão a ser vacinadas em casos específicos – tais como:
1 – Com conhecimento dos pais: quando estes apresentam voluntariamente os filhos para vacinação;
2 – Sem o conhecimento dos pais: quando autorizam a entrada dos filhos em desportos escolares, assinando autorizações sem as ler (estas autorizações referem os testes de vacinação como obrigatórios).
Nos EUA, a loucura já começou… Em alguns Estados – como o de Maryland –, a vacina é obrigatória para todas as crianças: as que não forem vacinadas não podem frequentar a escola! Um pai que se recuse a vacinar os seus filhos corre o risco de vir a ser preso por atentado contra a saúde pública… E no Massachusetts, quem recusar a vacina é multado até 1.000 dólares por dia – e a desobediência continuada levará a uma detenção de 30 dias, para além de ser vacinado compulsivamente.
O inverno na América tem os mesmos efeitos que o inverno na Europa, e os dados vindos de lá apontam para um número normal de mortes, quer da gripe sazonal quer da gripe suína. No entanto, está montada uma estrutura capaz de intervir de imediato com sucesso numa calamidade de saúde pública, munida de recursos humanos devidamente formados e especializados e com uma logística bem organizada e abastecida, a custo zero para o cidadão. Compensará, então, arriscar a saúde e a vida por causa de 0,05% de probabilidades de contaminação mortal por H1N1?
Apesar de existir um grave problema deficitário no programa de vacinação em Portugal, esta questão merece uma séria e responsável reflexão clínica e farmacêutica e lança-nos um desafio: que cada um de nós pense pela sua própria cabeça e dite a sua justa sentença no seu consumo, excluindo os grupos de risco e os que são recomendados por orientações da Direção Geral de Saúde ou que têm prescrição médica.




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