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A lei suprema do Amor (I)

A lei do amor é uma das leis naturais mais relevantes da vida. Aliás, é a maior e a mais profunda de todas. Enche os corações de quantos o procuram com bondade, seriedade e piedade. É tema central das leis da vida, porque o amor é o elemento que une todas as partes do homem. Por amor queremos dizer amor pela vida, por Deus, pelo próximo, pelo trabalho, pela beleza, pela sabedoria, pela natureza e pelos animais. Há dois tipos de amor. “Agappa” que é o amor que constrói. “Eros” que é um amor egoísta e que destrói. Um é construtivo, o outro é destrutivo.

Artur Gonçalves Fernandes
7 Nov 2013

No Antigo Testamento tudo era lei, rigor e força. Jesus Cristo trouxe, com a Sua pregação e doutrina, a ênfase do Amor para unir mais solidamente os homens entre si e com Deus. Os que tentaram seguir a palavra de Deus reconheceram esta verdade. A lei do Amor aplica-se inclusive à Lei da Saúde Mental. A cura das doenças emocionais é, por vezes, muito simples. Só precisamos de deixar de violar a lei do Amor. Esta lei divide-se em duas partes: a primeira, amor a Deus; a segunda, amor ao próximo. Ninguém pode odiar o próximo e sentir-se bem. Esse próximo há de causar-lhe dor de cabeça. A inquietação, o medo e a angústia são também provocados por perturbações emocionais e violam a primeira parte da lei do amor. O Sermão da Montanha ensina-nos a não nos preocuparmos com o que havemos de comer e vestir. Ensina-nos também a não pensarmos angustiosamente no futuro. No fundo, a cura para a causa emocional das doenças é deixar de transgredir a Lei do Amor. Ninguém pode jamais violar qualquer lei natural sem pagar por isso. É esta a ideia central das leis da vida. A lei natural é simples; não precisa de ser explicada; é universal e inviolável. Qual é a mais nobre das coisas desejadas? Responde-nos S. Paulo: “A maior… é o Amor”. Amar e ser amado é a maior felicidade da existência humana. A expressão “Deus é Amor” ajuda-nos a fortalecer a nossa confiança para com Ele e a certeza de que nunca nos abandona em qualquer situa-ção em que estejamos. E como se pratica o amor? Pratica-se pela competência, pela coerência, pela bondade, pelo respeito, pela solidariedade, pelo altruísmo, pela atenção às diversas situações, pela paciência, pela compreensão e pela confiança. Cada um nasce com capacidade para o amor, que pode tomar muitas formas. Pode ser amor por Deus, por nós próprios, pela família, pelo próximo, pela pátria, pelos haveres materiais, pelo poder e pela fama. Os sinais visíveis do amor são incontáveis e, muitas vezes, praticados de uma maneira recatada. Amor é o cobertor aconchegado a uma criança adormecida; é a dádiva a um sem-abrigo ou a um necessitado que procuramos ou nos aparece no dia a dia; é uma palavra amiga ou de conforto dada a um vizinho ou a um doente; é um raio de luz através de uma vidraça colorida; é uma infinidade de coincidências de que Deus se serve para manifestar a sua intervenção, preferindo ficar oculto. Nós somos feitos de maneira a não podermos ser totalmente felizes se não compartilharmos com alguém os bens e prazeres que usufruímos. Mesmo quando estamos sós podemos entesourar as coisas agradáveis na esperança de, mais tarde, as partilharmos com aqueles que amamos. O amor dura a vida inteira e adapta-se a todas as idades e circunstâncias. Na infância, sente-se pelos pais; na vida adulta pela esposa ou pelo marido; mais tarde, pelos filhos; pela vida fora por todos os parentes e amigos; e no vértice de toda esta pirâmide e nela impregnado está o amor a Deus, completado pelo amor ao próximo. Por muito que pensem o contrário, há tantos homens que continuam sem ver que a causa de todas as suas tribulações está dentro de si mesmo. O cerne da vida é o amor. O homem está mal relacionado consigo próprio; está dividido por conflitos internos que, muitas vezes, o tornam infeliz pelo facto de não ter sabido vencer ou controlar essa luta endógena.




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