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De “nave dos loucos” a navio-fantasma?

1 – Que é feito do velho país de soldados e marinheiros?). Com excepção de certas áreas de Lisboa e arredores, nós portugueses ainda somos hoje antropologicamente o mesmo Povo que na Idade Média triunfou a custo dos mouros na Reconquista. E que logo a seguir se virou agressivamente para o Mundo, descobrindo-o e conquistando para si boa parte dele, no Brasil, na Ásia e na África. Que se passa pois connosco? Muitos de nós andam por aí alienados, desunidos, desmoralizados, corruptos, viciosos, intolerantes, incultos, presumidos, impacientes, sem educação nem fé nem religião.

Eduardo Tomás Alves
5 Nov 2013

Há quem diga (e sempre se tem mantido essa “sombra”) que somos um Povo que não convive bem com a Liberdade, que não se dá bem em regimes políticos baseados na Liberdade. Veja-se a desordem (que incluiu a Guerra Civil de 1832-34) que foram as 4 primeiras décadas do Liberalismo. Lembre-se a “bagunça” que foram os 16 anos da 1.ª República (que incluiu a nossa desastrosa intervenção na 1.ª Guerra Mundial, em 1917-18). Veja-se quão perto estivemos de outra guerra civil, por volta de 1975-76, nos tempos da célebre Reforma Agrária, da Descolonização, das nacionalizações cegas e do domínio esquerdista de quase todos os meios de comunicação.
2 – É que nem nos pomos de acordo acerca da razão da nossa quase-bancarrota…). Parece que assuntos como este não podem alguma vez ser matéria de dúvida ou discussão. Ao fim de 2 curtos anos, já muitos quase “esqueceram” que foram os governos de Sócrates (sobretudo o dos últimos 2 anos, em que governou com 36% dos votos) que duplicaram a nossa Dívida Pública. E para mais, à custa de uma dezena de novas auto-estradas e IP perfeitamente desnecessárias. E da construção de mais de 60 “parques eólicos”, com mais de 2.000 ventoinhas (cada uma custa cerca de 1 milhão de euros…). E da implantação de várias barragens impactantes e improdutivas, pois feitas em vales de rios sem caudal. E se o deixassem, lá vinham os biliões do TGV (para poupar 25 minutos na viagem Porto-Lisboa), o novo aeroporto, a nova ponte sobre o Tejo… É verdade que a Dívida continua hoje a crescer, mas tal deve-se às severas imposições anómalas que o capricho e ignorância dos nossos credores fazem à nossa Economia. Temos de aguentar, já só faltam 7 meses. A propósito, este não é decerto o momento para tratar mal Angola, cujo dinheiro e empregos tanta falta nos fazem. E uma pergunta: em 92 (Maastricht), onde parava o zelo do Tribunal Constitucional?
3 – Sem moeda própria, não nos é dada qualquer “2.ª via”). Fomos nós que inventámos o aforismo “cuidado, à boca da barra se pode perder o navio”. Sabemos pois bem a burrice que seria (como alguns, por desonesta “partidarite”, desejavam) vir tentar renegociar agora os termos em que nos foi concedido o grande Empréstimo (17,5 milhares de milhões de contos) que serviu de Resgate à nossa imensa Dívida. Diferente de tal e muito melhor, será, em Junho de 2014 chegarmos perante os credores e dizermos: “Ora aqui está. Fizemos exactamente o que vocês exigiram. Porém, o resultado é esta miséria: impostos brutais, desemprego, emigração, despovoamento, desmontagem do aparelho produtivo, empobrecimento geral, desmoralização, falta real de perspectivas e de esperança no futuro. Por isso é favor de mudar de tática, “lançar agora dinheiro sobre a nossa Economia”, pois agora já sabemos o que custa metermo-nos em projectos ruinosos. Caso contrário vamos bater à porta de outros financiadores: da Rússia (só o nome os põe nervosos…), da Arábia, do Brasil, do Japão, da Venezuela…”. Só um devedor que cumpriu, pode falar assim para o seu credor. O devedor que não cumpriu não tem qualquer força. Se tivéssemos moeda própria (não temos), emitiríamos grandes quantidades de moe-da para pagar estas dívidas. Só que, os credores iriam criar um câmbio tão baixo em relação ao euro, que o nosso futuro seria andar “de resgate em resgate” e toda a população iria empobrecer imenso. Há sempre a linha alternativa de revoluções e de guerras civis (salvo seja). Mas enfim… O certo é que, se em 2014 cumprirmos, teremos outra influência no nosso próprio destino.
4 – Quem são os judeus e os alemães, que nos emprestam?). Um terço do resgate sai do bolso do contribuinte alemão (6 “biliões” de contos ou 30 “biliões” de euros). Os alemães são um povo pacífico, inteligente, leal, culto, muito trabalhador, mas que só funciona bem em alcateia (daí a preocupação dos seus inimigos em que estejam sempre desunidos e que por isso não tenham poder político real). Os judeus são bastante diferentes. São unidos e têm bastante poder político internacional. O qual deriva do seu domínio quase total do sistema bancário  mundial, das sociedades secretas e dos meios de comunicação. Prezam o dinheiro e a inteligência pura. São monoteístas, mas pensam que Deus os protege só a eles. E têm umas velhas “contas a acertar” com países como Portugal, Espanha, Alemanha e Rússia. Mas também são a pátria de Mendelsohn e de Uriel da Costa, tenhamos esperança…
5 – Der “fliegende Holländer”). Assim se chamou certa ópera de Wagner, baseada numa lenda do Norte que aludia a um navio-fantasma que aparecia nas noites de nevoeiro. Esse é pois o nome do navio-fantasma em que Portugal, se não tem juízo, se pode transformar. Isto se continuar a ser uma “nave dos loucos” em que por cego partidarismo muitos se obstinam em negar a evidência e a atrapalhar a unidade e o bem comum. Muito cuidado. Não seria a 1.ª vez que uma nação se extinguiu…




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