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Onde estão as vacinas contra a gripe?

Ao contrário do que foi dito pela Direção-Geral de Saúde, o mercado farmacêutico continua sem resposta para milhares de pedidos da vacina antigripal. Na cidade Braga estão esgotadas já lá vão umas boas semanas. Não há uma farmácia que disponha de meios para satisfazer os seus clientes com este fármaco. O próprio diretor da DGS admitiu uma larga insuficiência de abastecimento às “farmácias de bairro”, afirmando mesmo não perceber as razões dos problemas de gestão de “stocks”. Enfim: mais uma situação onde a “culpa morre solteira”!

Albino Gonçalves
4 Nov 2013

A vacina contra a gripe promove uma forma preventiva através da inoculação do próprio vírus gripal. O período de sucesso é o outono, correspondendo a uma dinâmica do elevado número de anticorpos, que é atingido após 1 a 2 meses da vacinação. Daí o outono ser a estação do ano adequada à aplicação desta vacina, tendo em consideração a proximidade do inverno.
A gripe é uma infeção aguda viral provocada pelo vírus influenza, causando sérias perturbações no sistema respiratório, mal-estar geral, dores musculares e nas articulações, corrimento nasal, sindroma febril – entres outras situações de desagrado, como fortes dores de cabeça.
O Ministério da Saúde afirma que o “stock” esgotou devido à elevada procura de utentes e, inexplicavelmente, os laboratórios fornecedores não conseguirem uma produção adequada para tanta solicitação. Será mesmo assim? Estatisticamente não haverá um número de solicitações semelhante ao dos anos transatos?…
A vacinação contra a gripe é prioritária para grupos de risco, na faixa etária acima dos 65 anos, grávidas, doentes crónicos e profissionais de saúde. Apesar desta distinção, a restante população pode também, sob aconselhamento e orientação médica, desejar ser vacinada contra a gripe.
Esta vacinação é muito útil, porquanto a proximidade de uma simples gripe provoca riscos graves, sobretudo quando se é “portador” de patologias específicas, nomeadamente na vertente pulmonar obstrutiva crónica. Sabe–se que em 2011 se registaram cerca de 9.000 mortes nos hospitais públicos, grande parte delas provocadas por doença pulmonar obstrutiva crónica. Ora, se a vacinação contra a gripe é crucial como medida preventiva patológica e de transmissão – e tendo-se a clara noção de que esta infeção causa milhares de internamentos, abstenção ao trabalho e muitos de óbitos –, não se entende como é que as vacinas não se encontram disponíveis em número suficiente para as necessidades da população.
Embora isso aconteça um pouco por todo o lado no nosso pais, tem sido uma evidência que, no caso concreto do concelho de Braga, não tem havido capacidade de resposta aos pedidos da população. Se os responsáveis governamentais não encontram explicações, será legítimo perguntar a quem devemos pedir responsabilidades pelo mercado de abastecimento deficitário…
Esta é uma situação lamentável e comprometedora para a saúde pública. E que ofende os direitos de prevenção da doença por parte dos cidadãos.




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