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Outro Ponto de Vista…

Revisitemos algumas notas reflexivas, tidas no momento devido, num tempo que as torna quase um bradar no deserto. Sobre a tão esperada e propalada reforma para um Estado melhor ficamos por umas quantas banalidades que dão para entreter a plebe… Não obstante, existem coisas que preexistem e que de todo as consigo entender. Uma delas é a falta de decoro de alguns ditos especialistas na área económica e financeira, capazes de dizer hoje uma coisa e amanhã o seu contrário.

Acácio de Brito
1 Nov 2013

A situação que hoje se vive, dizem os especialistas, “conhecedores” da matéria, é um momento de crise, recessão, etc., etc., que nos obriga a um estado permanente de austeridade “empobrecente”.
Mas atenção, que são os mesmos que nos vêm dizendo de há muito coisas diversas, análises abstratas de coisa nenhuma, projeções do óbvio e do nenhures, enfim: vão propalando e dizendo o que conseguem vislumbrar da margem do rio.
São os chamados navegadores de águas pouco profundas.
Camões chamava-lhes, de forma delicodoce, “velhos do Restelo”.
Os momentos que passamos, difíceis para quem tem de viver do seu suor, sempre foram complicados.
O problema reside em algo mais profundo, civilizacional, direi mesmo.
Habituaram-nos a viver com a ideia de que tudo são rosas, mas elas também têm espinhos!
Não é estranho que, relativamente ao setor que se apresentava com lucros obscenos, a banca, venham-nos agora dizer que se calhar em alguns bancos tem sido necessária a muleta dos nossos impostos?
Estranho, amoral mesmo é alguns desses “especialistas” discorrerem do valor do trabalho, não se conhecendo na maior parte dos casos exercício verificável e autêntico do seu labor quotidiano.
Lição seria obrigá-los a viverem com os valores que propalam nas suas preleções, mas sem ajudas – diga-se: pagas sempre por nós, os contribuintes.
Até porque bem diz o sábio povo português que pimenta no corpo de outro é refresco…
Todavia, neste momento, pede-se apenas decoro e bom senso!




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