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Festa de Todos-os-Santos

O dia 1 de novembro de cada ano é reservado para a celebração da festa de Todos-os-Santos. Este ano surge com a surpresa da eliminação do feriado nacional, como, aliás, aconteceu com a festa do Corpo de Deus, que a igreja transferiu para o domingo seguinte. É de longa tradição esta celebração. Remonta já ao fim do século II, em que os cristãos, reconhecendo o heroísmo dos santos mártires e acreditando que se encontravam na glória de Deus, começaram a prestar-lhes culto e a invocá-los como valiosos intercessores junto de Deus.

Manuel Fonseca
1 Nov 2013

A comemoração regular iniciou-se com a entrega do Panteão Romano à igreja católica. O Papa vigente, Bonifácio IV, dedicou-o à Virgem Maria e a todos os santos mártires, em 13 de maio de 609. “Os deuses romanos cederam lugar aos santos da religião vitoriosa”.
A data foi mudada para o 1.º dia do mês de novembro pelo Papa Gregório III, pela ocasião da dedicação duma capela em Roma em honra de Todos-os-Santos.
Se durante alguns séculos a comemoração era restrita aos santos mártires, mais tarde reconheceu-se que eram dignos de culto os cristãos considerados heroicos nas suas virtudes apesar de não terem sido mortos por causa da fé.
A razão principal da comemoração conjunta de todos os santos reside no facto de ser impossível reconhecer todos os irmãos que estão com Deus na eternidade, e, no tempo das perseguições romanas, contabilizar os mártires assassinados, como no tempo do imperador Diocleciano.
Esta festa foi declarada universal para toda a igreja católica no ano de 835, pelo Papa Gregório IV.
Embora a celebração do 1.º de novembro se refira aos santos que na eternidade veem a Deus face-a-face, não podemos esquecer que ela nos faz pensar nos santos que atualmente pisam o solo terrestre, marchetado não só com rosas, mas também com espinhos, às vezes bem agudos, e tudo sofrem com humildade e caridade, unidos à Paixão de Cristo.
A festa de Todos-os-Santos sempre tem sido respeitada por cristãos e por instituições públicas e privadas. Em muitos países é celebrada com feriado nacional, como aconteceu em Portugal desde longa data. E como é seguida por Dia de Finados, o público em geral aproveitava para visitar o lugar da tumulação dos seus entes queridos falecidos e aí rezar pelo seu eterno descanso.
Este ano, 2013, é o primeiro em que o feriado não existe. É pena! O desrespeito pelas raízes culturais dum povo pode não trazer nada de benéfico. Diz um texto sagrado: “Semeais muito e colheis pouco”. Pode um governo afadigar-se muito para produzir riqueza e o resultado é a falência e a pobreza.
Que os Santos que estão com Deus na glória ajudem este País a desbravar um caminho de justiça, paz e progresso, com homens dignos e competentes.




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