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“Chicotada”… nos impacientes

Há uns anos dizia-se que determinado treinador já não comia as batatas no clube, significando tal facto que (já) iria passar o Natal em casa. Agora parece que a fronteira é o S. Martinho e alguns treinadores já não comem as castanhas nem provam o vinho novo. E, se algumas minorias de adeptos dos clubes tivessem direito a voto e veto, Jesus, Jesualdo, Pedro Martins e Nuno Espírito Santo já estariam como José Mota, Abel Xavier e Costinha, a “gozar férias”, no verão do S. Martinho.

Carlos Mangas
1 Nov 2013

No que se refere ao SCB, e se quisermos recuar uma década, à primeira passagem por cá do Prof. Jesualdo, facilmente constatamos que apesar de alguns inícios tremidos, o resultado final foi sempre, francamente positivo. A constante troca de treinadores na época que se seguiu à sua saída, fez com que terminássemos o campeonato em 7.º lugar. Depois, quando estabilizamos novamente, o clube voltou a um ciclo de sucesso. No entanto, pergunto–me, o que teria acontecido se a administração do SCB seguisse, em anos recentes, as “sugestões” e “pedidos” dos eternos descontentes.
O (agora) idolatrado Domingos Paciência teria sido despedido na 1.ª jornada da época 2009/10 se a cinco minutos do final do jogo com a Académica, Meyong não tivesse marcado o golo da vitória (uma vez que tínhamos saído prematuramente da Liga Europa e o treinador era contestado). Mantivemos o treinador e lutamos pelo título. Na época seguinte, diziam os “entendidos” que Leonardo Jardim já estaria contratado quando da nossa ida à Figueira, e que seria ele o substituto de Domingos caso perdêssemos. Domingos manteve-se e culminámos a época com a final da Liga Europa.
Em 2011/12, Leonardo Jardim foi contestado inúmeras vezes ao longo do ano, no entanto terminou a época e com classificação que nos permitiu a pré-eliminatória da Champions. José Peseiro foi quem se seguiu, e por ser tão recente, nem preciso lembrar a contestação de que foi alvo. No entanto, apurou-nos no início da época para a fase de grupos da Champions e no final, conquistou a Taça da Liga. Para alguns “treinadores de bancada” nenhum “colega de profissão” duraria no seu clube mais que duas a três derrotas mas, e pelos exemplos anteriormente mencionados, se calhar, como diria Bocage “a emenda seria pior que o soneto”.
Vamos acreditar que a administração do clube, que na última década viu reconhecido e enaltecido por instâncias europeias, inclusive, o seu prestígio internacional e, a nível interno, maior crescimento sustentado apresentou (massa associativa, resultados desportivos, económicos e financeiros), continua a saber o que faz. Acreditemos também que o Prof. Jesualdo com quem começamos a trilhar este longo caminho de sucesso, não desaprendeu nestes anos em que foi confrontado com exigências bem superiores, e vai conseguir “dar a volta por cima”. Por fim, acreditemos que os jogadores que por cá se mantiveram e os inúmeros que nesta época foram contratados para reforçar o grupo, vão mostrar ser merecedores da confiança neles depositada e que daqui a um mês sensivelmente (e com esta equipa técnica), estaremos a falar de quem nos calhará em sorte nos oitavos de final da Taça de Portugal, do sorteio da fase de grupos da Taça da Liga, e das possibilidades de até ao Natal atingirmos uma classificação consentânea com a dimensão arduamente conquistada.




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