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Por onde começar?

Em que é que uma família pode ser qualificada como cristã?”, pergunta Christine Ponsard numa das páginas do seu livro A fé em família. Uma família de batizados, de pecadores, que caminha para Deus… Uma família que é chamada a pôr toda a sua confiança em Deus e a agir no centro do mundo. Mas, na prática, por onde começar? É detendo-me nestas palavras simples que muitas vezes penso: como posso eu ajudar a construir uma família de mais fé, bem cristã e bem no meio do mundo? A resposta que encontrei na minha vida familiar é simples: rezando. Rezando em família.

Ana Patrícia Almeida
30 Out 2013

E como fomentar a oração com as crianças, principalmente com as mais pequenas? A verdade é que pelo facto de a fé ser um dom de Deus – o nosso Pai – desde tenra idade que as crianças são capazes de estabelecer uma relação de intimidade com Ele, de abertura dialogante e criativa.
Experienciei isso há dias com a minha filha mais nova, de dois anos!
Há uns anos que começámos a fomentar em família (com as crianças) rezarmos às refeições e a oração da noite. Neste momento, já o fazemos com tanta naturalidade que fomos surpreendidos no outro dia pela nossa filha mais nova, a Leonor. Todos os dias, cada um dos outros mais velhos fica responsável por fazer essa oração das refeições, segundo uma prévia e simples organização. E quando, ao regressarmos de férias, à mesa, depois do jantar, o meu marido perguntou: Quem reza hoje?, ela respondeu logo, muito convencida: Sou eu, sou eu! E assim decretou para si própria um novo estatuto, rezando, sem demoras nem esperas: Obigada, Jesus, pela minha papa! Obigada pelo papá, pela mamã, pelo Tata (Tiago), Manel e Madalena. Glóia ao Pai, ao Filho e ao Espíto Santo. Amen.
E assim rezou Sua Excelência a nossa júnior, com este despacho todo, rematando logo tudo, sem nos dar sequer tempo de responder Amen, mas dando-nos oportunidade, isso sim, de nos rirmos e deliciarmos com esta naturalidade e simplicidade na relação com Deus e com a família!…
João Paulo II – a ser canonizado em Roma a 27 de abril – diz, na sua Exortação Apostólica Familiaris Consortio, que a “oração familiar tem como conteúdo original a própria vida de família”.
Por isso, rezar em família ajuda-nos, não só a crescer e a unir-nos no seio da própria família, como a ganhar mais intimidade com Deus e a orientar a nossa ação para a realização da Sua vontade, pois bem sabemos que o Seu projeto para cada um de nós é a plenitude da nossa Felicidade, já nesta vida e depois, na outra, para sempre.
Ora tudo pode começar assim, para depois viver e atuar como um cidadão cristão coerente, de uma família cristã corrente, no meio do mundo, que procura amar e servir: a Deus e aos que a rodeiam, pois toda a beleza da humanidade se concentra em saber servir com alegria.




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