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A escada para as estrelas

Relativamente ao comportamento humano, na sua globalidade, vou embrenhar-me nos níveis manifestadores do seu conhecimento. Vou descobrir onde se encontra a singular e idêntica génese das manifestações cognitivas dos comportamentos humanos, na sua pluralidade e diversidade. Depois de ter percorrido com atenção, paciência e persistência, o caminho da descoberta, encontrei, na consciência transcendental, o términus da pluralidade e da diversidade das consciências manifestadoras do comportamento humano.

Benjamim Araújo
30 Out 2013

A génese da sua singularidade e identidade é imanente à autêntica e concreta natureza (o nosso ser ôntico). Este é o ser que, consciente da sua autonomia, liberdade e responsabilidade, se revê na consciência transcendente, a manifestadora, em veneração e glória, do conhecimento e místico amor que temos de Deus.
O que é consciência? Tomada de uma forma genérica, é a manifestação do conhecimento experiencial dos fenómenos biopsíquicos, que o eu tem de si mesmo e são obtidos pelo caminho da observação interior (introspeção). Este modo de encarar a consciência peca em abertura; contudo, põe nas nossas mãos a introspeção, a chave para abrir as janelas da observação e da mente, responsáveis pela construção da ciência psicológica.
O que é o homem? O homem, para ser homem e se definir como tal, tem de ser, simultaneamente, indivíduo e pessoa, inclinados para a dimensão transcendental e esta para a dimensão mística do transcendente.
O homem, como indivíduo é, na dimensão transcendental, a manifestação da singularidade do seu ser autêntico. O homem, como pessoa, é, na mesma dimensão, a manifestação da identidade do seu ser autêntico, através dos relacionamentos progressivamente ajustados às vertentes horizontais (todo o meio ambiente externo) e verticais (o seu meio ambiente interno). O homem, como pessoa, manifesta a identidade do seu ser através do estabelecimento da união, justiça, cooperação, fraternidade, compreensão, compaixão, perdão e paz.
Vou delegar na Psicologia e seus caminhos, a descrição das facetas do comportamento humano na sua globalidade.
Vou supor o comportamento humano como uma escada encostada aos troncos da sua vida global. Os troncos são a sua nodosa e carcomida vida existencial, a sua vida transcendental e a sua vida transcendente; os degraus são as cadeias de intuições. Cada intuição manifesta, em si, a superação da seguinte, traduzida em mais compreensão e mais manifestação de ser.
A primeira faceta intuitiva do nosso comportamento, osculada pela observação ajustada, é a consciência empírica. Segue-se a esta, beijada pela matematização das leis, a faceta da consciência científica do nosso comportamento. Vem a seguir a consciência filosófica ou metafísica, toda vaidosa, de lábios pintados e almofadas do rosto, pinceladas a jeito, com o pó da reflexão.
Toda a emoção e sentimentos, todo o conhecimento sensorial, mental, intelectual, a vontade e a ação encontram-se no salão da vida existencial. Esta faceta da consciência existencial, sem humilhações nem tristeza, deixa brilhar, em si, a superação de uma outra faceta que, sem rejeitar nem desvalorizar a anterior, é singular, vive fora do tempo e não tem poltrona para se reclinar. É brilhante como o sol, branca e pura como a neve. Toda ela é ser. É a consciência transcendental, conhecedora da nossa autêntica e concreta natureza que tem a intuição e a meditação, como porteiras aos seus pés, prontas para abrir as portas da contemplação. Esta, através da consciência transcendente, dá entrada à experiência mística de Deus.
O comportamento humano, na sua globalidade, leva-nos a tudo isto, porque tudo nele está implícito.




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