Fotografia:
Beirais e outras coisas mais…

Porque dar a nossa opinião não ofende e pode até ser um gesto de compromisso na construção de uma sociedade melhor, venho partilhar convosco um texto enviado entretanto para a RTP1, como sugestão à programação apresentada: “Boa tarde! Chamo-me Cristina Figueiredo, tenho 36 anos e sou professora. Não dedico muito do meu tempo (escasso) à televisão, mas descobri há pouco tempo a vossa série “Bem-vindos a Beirais”, e costumamos vê-la em família.

Cristina Figueiredo
28 Out 2013

Começo por vos felicitar pela mesma, porque, não se identificando com uma novela (que envolve enredos e histórias com dramas que vêm, não raras vezes, sobrecarregar a mente das pessoas), esta série, sem especial “transcendência”, favorece um momento leve, de descontração em família, pelas histórias caricatas que apresenta.
Não posso, contudo, deixar de lamentar que, na mesma, se ponha em causa a importante figura dos sacerdotes jovens de aldeia que, vivendo com verdadeiro sentido o seu celibato apostólico, prestam às respetivas comunidades um serviço de grande entrega e dedicação. A personagem em causa, apesar da aparente boa vontade, faz transparecer mais a fraqueza dos homens do que a graça de Deus e a verdadeira religião. A isto também não ajuda a figura caricaturada da pessoa crente que vive uma Fé de sacristia (a D.ª Olga). De facto, com as duas personagens, e sem que exista um contraponto, nem qualquer referência positiva à verdadeira Fé – a da maioria dos portugueses, note-se –, ela aparece como uma superficial vivência de aparência, para gente que “não pensa”, afastada daquilo que efetivamente é: um caminho vocacional, de chamada para todos nós e de seguimento pessoal e alegre da Pessoa de Jesus Cristo, perfeito Deus e perfeito Homem.
Sugiro portanto as melhorias adequadas neste campo, no ulterior desenrolar do argumento. Agradeço a vossa atenção e espero podermos, juntos, contribuir para um serviço público de qualidade.
Subscrevo-me atentamente,
Cristina Figueiredo”
Tudo se resume, simplesmente, a uma achega de uma espectadora que embora admire o trabalho apresentado, reconhece uma oportunidade para guionista e restantes responsáveis contribuírem para um serviço público de maior qualidade, mais íntegro e equilibrado. Afinal, melhor é sempre possível!
E como dar a nossa opinião não ofende, animem-se a escrever! Deixo o endereço apropriado ao caso: provedor.telespectador@rtp.pt




Notícias relacionadas


Scroll Up