Fotografia:
Exercício físico melhora resultados escolares dos jovens

A prática de exercício físico regular permite melhorar os resultados escolares dos adolescentes, especialmente das raparigas nas disciplinas de ciências, revela um estudo publicado esta semana por um jornal britânico de medicina desportiva. Segundo descobertas divulgadas na edição on-line do periódico britânico, quanto mais ativas fisicamente as crianças forem, melhor será o seu desempenho na escola. Há bastante tempo que se acredita que exercitar o corpo ativa o funcionamento do cérebro, mas existiam poucas evidências científicas.

Luís Covas
25 Out 2013

Para o estudo, cientistas de Inglaterra, Escócia e Estados Unidos mediram o nível de atividade física de quase cinco mil jovens (ambos os sexos) de 11 anos, que usaram um leitor de movimento durante uma semana.
Investigadores da Universidade de Dundee, na Escócia, acompanharam também os seus jovens desde o nascimento, no início dos anos noventa, comparando os seus resultados físicos e escolares respetivamente aos 11, 13 e 16 anos. Aos 11 anos, os rapazes praticavam 29 minutos de exercícios moderados ou vigorosos por dia contra os 18 minutos das raparigas, numa idade em que é recomendada a prática diária de 60 minutos.
Comparando os resultados escolares das crianças nas disciplinas de inglês, matemática e ciências, os investigadores identificaram uma correlação entre o sucesso e a quantidade de exercício físico, com as raparigas a registarem melhores resultados nas matérias científicas. Os efeitos são ainda mais visíveis aos 16 anos nos casos em que a prática da atividade física começou cedo, com a melhoria dos resultados escolares por cada período adicional de 17 minutos de exercícios diários.
?É uma descoberta importante, nomeadamente à luz das políticas britânica e europeia que visa aumentar o número de mulheres a trabalhar nos setores científicos, sustenta um dos autores do estudo. Estes investigadores especificam que apesar de ajustarem os resultados tendo em conta vários fatores sociais, como os casos de mães fumadoras durante a gravidez, entre outros fatores económicos e sociais, consideram que, apesar destes necessitarem ainda de ser afinados, consagrar mais tempo à educação física beneficia a saúde e até melhora, os resultados escolares.
Entretanto por cá, aproximadamente um milhão de portugueses adultos sofre de obesidade e 3,5 milhões são pré-obesos, segundo dados de um relatório da Direção–Geral da Saúde (DGS). «Os dados revelam a elevada prevalência de obesidade na sociedade portuguesa, que continua a ser, provavelmente, um dos maiores problemas de saúde pública em Portugal», refere a DGS sobre o documento do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável.
Verifica-se que os grupos socialmente mais vulneráveis estão mais expostos, sendo necessário maior apoio a crianças e idosos. «O impacto crescente que as pessoas obesas começam a ter nos serviços de saúde, mesmo sub-reportados, demonstra a necessidade de se atuar cada vez mais cedo», indica a DGS.
Nesse sentido vamos lá começar a dedicarmo-nos mais à pratica da atividade física!




Notícias relacionadas


Scroll Up