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Seleção: um “bluff”?

Uma análise fria e descomprometida da caminhada da Seleção Nacional para o Campeonato do Mundo do Brasil levar-nos-á a concluir, indubitavelmente, que se tratou de uma campanha absolutamente… lastimável e lamentável. Com uma série de equipas no Grupo F perfeitamente “ao alcance” de Portugal, o “onze” liderado pelo técnico Paulo Bento tinha a obrigação inequívoca de chegar ao final da fase de qualificação em 1.º lugar.

Carlos Manuel Ruella Santos
24 Out 2013

Os adeptos portugueses, que se habituaram a ver na Seleção um conjunto de alto nível competitivo, têm-se deparado com uma equipa de baixíssimo rendimento, mesmo quando joga com o seu plantel principal – e, aparentemente, com níveis de motivação incompatíveis com o seu “estatuto”, inversamente proporcionais à qualidade técnica da maioria dos selecionados.
A classificação alcançada no final da fase de apuramento deixou completamente desiludidos os adeptos da Seleção. E se estes (entre os quais me incluo) ainda alimentam uma réstia de esperança numa eventual presença na fase final do Campeonato do Mundo é porque, felizmente, as seleções que nos calharam em sorte na fase de apuramento apresentaram uma qualidade de futebol tão sofrível que quase “obrigaram” a Seleção Nacional a classificar-se em… 2.º lugar!
Agora que nos vai surgir a Suécia no “play off”, será muito mais difícil o apuramento. Não só pelo futebol de bom nível que os suecos vêm praticando (o “histórico” evocado por alguns comentadores pouco interessa para o caso…), mas também porque o “onze” capitaneado por Zlatan Ibrahimovic é dos conjuntos mais goleadores da fase de apuramento – o que deixa os adeptos mais realistas com sérias reservas relativamente ao apuramento de Portugal.
Convém ainda assinalar que os péssimos resultados da equipa portuguesa na fase de apuramento resultaram numa descida “a pique” no ranking da FIFA. De 7.º, Portugal passou para 14.º lugar no ranking deste mês de outubro. Ora, mesmo que a Seleção Nacional consiga “chegar” ao Brasil, vai ter de defrontar, na fase de grupos, algumas superpotências do futebol mundial, pois deixará de pertencer ao lote dos “cabeça de série” (a que até a Suíça pertence!) –, lote esse que tem por base precisamente o ranking FIFA de outubro deste ano. E esta é uma “situação” que tem sido esquecida por Paulo Bento e pela maioria dos comentadores e analistas, não sei se por já não acreditarem na presença de Portugal na fase final da prova, ou se por “esquecimento propositado” no intuito de não desmoralizarem ainda mais uma equipa que só parece saber dizer que “o importante é levantar a… cabeça”!!!
Ora, o importante não é “levantar a cabeça”. O importante é que a equipa se empenhe, que “coma a relva”, que jogue bem, que ganhe à Suécia (cá e lá), que demonstre ser merecedora de uma presença no Mundial e que não é apenas um grande… bluff!




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