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Os benefícios da saúde mental(1)

A saúde mental prende-se com o uso adequado do intelecto, utilizando o nosso poder psíquico, evitando doenças mentais por uma boa adaptação à vida e por uma aceitação das suas circunstâncias. É uma lei da natureza humana que diz poder a nossa parte não física fazer-nos doentes ou saudáveis, infelizes ou felizes, coerentes ou incoerentes, ajustados ou dissonantes e plenamente racionais ou dominantemente emocionais. O Dr. B. W. Bauer disse que “boa saúde mental” quer apenas dizer estar de bem consigo, estar de bem com os outros e estar de bem com a vida.

Artur Gonçalves Fernandes
24 Out 2013

Para haver saúde e felicidade é necessário haver primeiro um espírito saudável. Está ao alcance de todos. Temos de começar por nos convencermos das circunstâncias que poderemos encontrar na vida real. Devemos ter em conta três medidas para se gozar de uma boa saúde mental: o controlo racional da ira e das paixões; a vitória sobre o medo e os receios; a eliminação das preocupações excessivas ou doentias. Infelizmente, há tantas pessoas que ocupam os leitos dos hospitais (nomeadamente psiquiátricos) ou frequentam o consultório de médicos dessa especialidade por terem cometido excessos na vida que lhes acarretaram esses desvios na saúde psíquica. O trágico desperdício de tantas vidas potencialmente produtivas é, sem dúvida, um dos mais graves problemas da nossa sociedade progressivamente complexa. A atitude mental implica uma capacidade de controlo intrínseco que nos pode proporcionar um autodomínio racional e adequado, apesar das circunstâncias familiares ou sociais serem, por vezes, adversas. Aprendamos a controlar o vício ou a mania de estar sempre a acusar os outros ou de nos julgarmos superiores. O dia em que isso acontecer será um dia feliz. O espírito é o poder soberano que molda e faz o homem. O poder mental é imenso. Todos os atos do homem nascem da semente do pensamento. A vida é feita ou desfeita pela nossa maneira habitual de pensar. O homem, em última instância, não é mais do que uma espécie de incarnação dos seus pensamentos.
O marasmo é um desperdício da vida; é uma gangrena mental que nos vai transformando em seres humanos desanimados, deprimidos, com o moral baixo e carregando uma vida esfarrapada, caminhando para um estado de morte psíquica iminente. Uma pessoa pode até chegar ao extremo de querer silenciar a própria vida, quando ela deixa de ter sentido ou qualquer valor para si. No fundo, essa pessoa destrói o que já estava morto. Um ilustre médico americano diz que 80% das doenças físicas devem a sua origem ou a sua exacerbação a causas mentais, como a ansiedade, o medo e a depressão. E conclui que as pessoas têm mais doenças na alma que no corpo, precisando mais de paz que de medicamentos. Hoje em dia, o espírito está a tornar-se indispensável em medicina. Qualquer doença orgânica agrava-se quando há perturbações emocionais. O Dr. Joe Nichols escreve: “Se você me odeia, faço-lhe dores de cabeça. O conflito provoca tensão nos músculos do pescoço. Primeiro há uma contracção dos músculos da nuca, e por fim, se o conflito for suficientemente forte, surge a dor de cabeça.” Podemos ter muitos prémios ou galardões na vida, subir até ao último degrau numa certa área profissional ou de realizações, mas, bem no fundo, sabemos que a coroa de glória não será para nós se, a certa altura do caminho, não aprendermos a dominar as tensões que nos fazem procurar os médicos com todo o género de queixas e lamentos. O medo pode paralisar-nos e não nos deixar pensar bem. O leão ruge para assustar; o medo pode matar como uma bala, apenas levando mais tempo.




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