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É altura de persistir?

Todas as propostas de Orçamento do Estado são difíceis. Os recursos são sempre escassos e as necessidades são muitas, mas este OE em concreto é mais do que difícil, é decisivo para o nosso futuro coletivo, porque consagra ajustamentos fundamentais, para cumprirmos os compromissos do défice e da dívida e para concluirmos com sucesso o PAEF. Consagra medidas essenciais e indispensáveis para assegurarmos o futuro, para que o Estado continue a reforçar a sua credibilidade externa, garantindo condições que possibilitem o pagamento de salários e de pensões.

Rosa Maria Arezes
23 Out 2013

Continua a haver uma preocupação em chamar e envolver todos os agentes políticos e cidadãos no esforço de ajustamento do país, mas continua também a haver sensibilidade social e uma preocupação humanista que se traduz na proteção dos que mais precisam.
Exemplo disso é o facto de, pelo terceiro ano consecutivo, o Governo ter decidido atualizar as pensões mínimas sociais e rurais. Exemplo disso é o facto de se manterem os benefícios fiscais para a área da deficiência e das IPSS. Exemplo disso é a salvaguarda das pensões de sobrevivência atribuídas a todos os pensionistas que recebam menos de 2000 euros mensais.
O caminho que temos percorrido e que tem imposto muitos sacrifícios começa, felizmente, a dar resultados e os sinais positivos na atividade económica e na confiança dos portugueses começam a ser uma realidade.
Recordo o aumento das exportações, que atingiram os 23,8 mil milhões de euros no primeiro semestre do ano. E o saldo externo positivo que Portugal apresentou, pela primeira vez, em pelo mais de duas décadas. E o indicador para a economia portuguesa da OCDE que, pelo 14.º mês consecutivo, aponta no sentido de uma melhoria da conjuntura económica nacional.
Recordo os indicadores de clima económico e da confiança dos consumidores, que melhoram, mês após mês, atingindo níveis máximos desde, pelo menos, 2011. E o índice de produção industrial que, em maio, registou o maior aumento da União Europeia e, em agosto voltou a ter a mesma posição de destaque entre os 28 países membros, com um crescimento mensal de 8.2%.
Recordo a situação do desemprego, que continua a apresentar números muito preocupantes, mas cuja taxa começa finalmente a recuar, com o número de novos empregos criados a atingir um máximo, desde 1998.
«Numa altura em que sinais deste esforço se começam a materializar, é altura de persistir. Não é a altura de recuar. É este princípio que define a Proposta de Orçamento do Estado para 2014».




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