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A dignidade do ser humano

Há muitas maneiras de o ser humano se apresentar na sociedade, quer no seu agir quer no seu vestir. Se os atos que pratica revelam muito da sua personalidade, também a indumentária que usa, nas diversas formas, pode influir no juízo favorável ou desfavorável com que é considerado. Não somos indiferentes às imagens de mulheres completamente tapadas pela roupa, ficando só dois pequenos buracos nos olhos para que possam divisar o que está à frente. Em sentido contrário, não ignoramos, pois são patentes, aquelas que sem pudor ostentam a maior parte do corpo com um insignificante aconchego de roupa, procurando realçar formas que deviam ser recatadas.

Manuel Fonseca
20 Out 2013

Será ousado ou superficial abordar este assunto, dirão alguns, mas não é tão inócuo como isso. No corpo humano a parte mais nobre, mais bela e mais profunda é o rosto humano. Pode ser mais ou menos perfeito, pode estar rasgado de rugas, fruto da idade, ou com manchas de tinta ou terra devido ao trabalho de trolha ou agricultor, mas é o retrato da alma, é o revelador dos sentimentos e das emoções, é o identificador da pessoa concreta, é a imagem do Criador.
Recordo um professor, nos meus tempos de estudante, que afirmou ter ficado suspenso durante alguns segundos admirando o rosto fresco e belo duma menina adolescente, vendo nele o retrato e a beleza do Ser Divino.
Há islamitas, sobretudo fundamentalistas, que impõem às mulheres um estatuto de inferioridade, bem próximo da escravatura.
Um dos sinais evidentes é a proibição da frequência da escola, pública ou privada. Um dos exemplos mais flagrantes é o da jovem paquistanesa, Malala Yousafzai, que há cerca de um ano foi baleada na cabeça por frequentar o ensino e defender esse direito para todas as raparigas e mulheres. Não morreu, apesar de ter estado em coma vários dias, e hoje é defensora desse direito através da comunicação social, que lhe tem dado relevo, a ponto de ter sido galardoada com o prémio Sakharov e recebida na Casa Branca pelo presidente Obama.
Vivemos num mundo de contrastes e há muitos que enveredam pelos extremos nas suas opções. O lado oposto do citado modo do uso da indumentária é o da quase total eliminação do mesmo. Nos tempos do verão, sobretudo nas festas transmitidas pelas televisões, quase sempre aparecem moças mal vestidas, rabatas e realçando as partes pudicas superiores. Ajudam a espetáculos, às vezes menos convenientes, com letras de músicas provocantes e de baixo nível cultural e moral.
Afirmam os latinos: – “Stultorum infinitus est numerus”, o número dos loucos é infinito.
A dignidade do ser humano manifesta-se também através de atitudes de bondade e respeito, por sorrisos, saudações amistosas, ajuda e fraternidade.




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