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Um otimista… preocupado

Aproveitando a paragem da Liga, e atendendo à frustração percetível nos consócios bracarenses, entendo dever falar (sobre os resultados) do SCB. Isto porque, a nossa “alma clubística” anda afetada e preocupada. Afetada devido à constante normalidade de resultados… anormais, e preocupada porque não há melhorias visíveis… a olho nu. Assim, e como forma de me (e nos) animar, tentei encontrar algo de positivo, procurando desta forma ver uma luz ao fundo do túnel, que não seja… um comboio em sentido contrário.

Carlos Mangas
18 Out 2013

Foi (triste) notícia, a derrota do SCB na Madeira mas, e infelizmente, não foi novidade. Aliás, se queremos encontrar algo de novo nesta derrota, apenas podemos argumentar que foi a primeira derrota “normal” (se esquecermos os números) nesta Liga. Até hoje, nunca o SCB tinha perdido, jogando 11 x 11. Com o Gil, perdemos, jogando 11 x 9 e com o Sporting perdemos, jogando 10 x 11. Se no que concerne a estas duas derrotas, arranjei argumentos (falaciosamente) verdadeiros para me convencer da sua inevitabilidade, para a do fim de semana passado não consigo.
Olhando o futuro próximo, e puxando pela minha veia otimista, antevejo que no final da próxima jornada, estaremos em 4.º, a dois pontos do 2.º classificado. Mas, e para ser sincero, começo a ficar de pé atrás com este meu otimismo. Após a pré-época vitoriosa e analisando os adversários das primeiras jornadas do campeonato e sorteio da Liga Europa, os meus prognósticos colocavam-nos nesta altura (sem favor) na Europa, na fase de grupos, e na Liga, junto aos primeiros classificados, dando como previsíveis a perda de, no máximo, 4 pontos correspondentes a dois empates. Começo agora a compreender melhor o João Pinto com o seu famoso, “prognósticos… só no fim”.
Mas, é bom relembrar à equipa que antes de voltar a jogar para o campeonato ainda temos a Taça de Portugal, e aí, há uma dívida a pagar aos sócios, adeptos e administração, pois ninguém esqueceu a eliminação do ano transato, e o sequente caminho triunfal de quem nos eliminou. Por isso, quando alguém me disse, após o sorteio, que só sabia que o clube que nos tinha “sorrido” não era da 1.ª Liga e que o nome terminava em “ense”, fiquei francamente animado e fui puxando pela memória tentando, com a ajuda do meu interlocutor, encontrar o nome do adversário. Sugeri, Portimonense, Feirense, Trofense, Oliveirense, Sertanense, Aljustrelense e até os vizinhos, Moreirense, Merelinense, Vilaverdense… mas, a cada nome que eu proferia, ele abanava a cabeça e dizia: “Não, também não é esse”. Convicto da qualidade da minha memória clubística, achei que o meu companheiro estava, ele sim, com problemas pois era praticamente impossível depois de todos estes “ense”, não ter acertado no nome do nosso adversário. Por isso, quando após pesquisa na internet vi o nome do clube, confesso ter ficado preocupado. O Gafetense, clube dos distritais de Portalegre, foi nome que até hoje, nunca tinha ouvido. Ah, é verdade, querem saber porque fiquei preocupado? A preocupação advém do facto de até este ano, eu também nunca ter ouvido falar, nem sequer saber da existência de um clube com o nome de… Pandurii.
Termino com um pedido aos profissionais do SCB. Nós, sócios, adeptos e simpatizantes, queremos continuar otimistas e a acreditar. Por (e para) isso, é necessário que se comprometam a dar o vosso melhor dentro de campo, que nós faremos o mesmo, nas bancadas.




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