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Outro Ponto de Vista…

A proposta de Orçamento de 2014 só não é insultuo-sa porque é obra de impreparados. Não obstante, porque afeta a vida de tantos, tempo é de se dizer “basta!” Adiante… É normal, porque natural, considerar-se que a vida política não se esgota nos partidos. Normal, mas não desejável, pelo menos no nosso enquadramento político. O que defendo – e o desejável, reconheço – é que o socialmente querido tivesse correspondência e coincidência com o que partidariamente fosse defendido. Contudo, não é!

Acácio de Brito
18 Out 2013

E tal não se verifica porque, se calhar, o recrutamento ao nível partidário está ao nível do não entendível.
Quanto pior, melhor – é a regra estatuída! Ou a prática que se presencia.
Quando vemos no quotidiano a proliferação de indivíduos que se pretendem independentes, questionamos: “Mas porquê? Então as forças partidárias existentes não respondem aos anseios de cada um de nós?”
Não!
E esta situação não se verifica pela natureza do recrutamento.
Escrevo do que sei, do que tenho vivenciado, e com alguma amargura reconheço que hoje, mais do que nunca, o papel de alguma independência é crucial para o desenvolvimento da nossa democracia.
Em Portugal sente-se a necessidade do aparecimento de uma alternativa ao atual estado de coisas.
Não obstante, esgota-se este processo renovador nas atuais forças partidárias?
Quero crer que não.
Aliás, sente-se no atual clima a necessidade de uma mudança, que até pode passar pela criação de um movimento de cidadãos que pugne por novos valores, por novas práticas e por novos horizontes para todos nós.
Percebe-se, perscrutam-se novas ambiências.
As notas reflexivas enunciadas por Adriano Moreira são sinais que nos interpelam quando fazem apelo ao melhor do homem, designadamente a autenticidade.
Autenticidade nas propostas que se apresentam e consequente necessidade da sua aplicação.
Dizer hoje uma coisa e amanhã fazer o seu contrário tem popularmente um nome – o qual, por pudor, prefiro não o plasmar.
Não perceber a fadiga e o cansaço de tantos, qual miríade irracional, pode conduzir-nos a um mundo terrífico a que as propostas “encantantes” de alguns enganadoramente nos podem levar.
O tempo desesperante a que nos conduziram deve implicar um modo de vida menos “ruidoso”, mas mais autêntico e humano – e, já agora, competente.




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