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A leviandade nacional

Tivemos neste ano que passa as eleições para as Autarquias locais. Poucos serão os portugueses que desconhecem os resultados delas, bem como a novidade que se apresentou ao país: concorrentes ditos Independentes que, diga-se com verdade, tiveram sucesso. Os portugueses vão analisando situações, atitudes, pessoas (políticos), o que pretendem, que defendem , “o que os leva a correr”. Apesar da grande maioria do povo votante, neste tipo de votos, eleger o candidato que conhecem, nas eleições legislativas normalmente vota-se no Partido político, nos clubes da sua cor.

Artur Soares
18 Out 2013

Porém, nem todos os votantes nas Autarquias locais saberão que, por exemplo, o presidente da junta de freguesia ganha por mês um mínimo de mil e quinhentos euros e outros, no máximo, dois mil e quatrocentos euros.
Não há mal nenhum na prestação destes serviços ao país e muito menos o ordenado que recebem. Mal, muito mal, é aceitar a leviandade de quem paga essas verbas a pessoas que já têm um ordenado e no qual servem 95% do tempo, isto é, pouco tempo darão ao serviço da Autarquia local. Por assim ser, conhecem-se esses elementos, o que fazem e onde exercem a sua acostumada profissão.
Esta leviandade política, arranjista e injusta, leva o sistema nervoso à neurologia, daqueles que honestos são e que lutam por um país coerente, onde a maioria se sinta minimamente bem.
Todas estas leviandades, truques e oportunismos, nada mais são que o crescimento dos advogados de um Hitler ou de um Estaline, conforme já se verifica em alguns países da Europa, como na França, onde a extrema- direita ganha terreno a grande velocidade.
Depois, porque não temos homens de Estado com inteligência, com filosofia política e devidamente sábios – porque tenros e verdes – proíbem manifestações, têm medo delas, boicotam-nas quanto podem e colocam os Média a dizerem e a informarem segundo as suas conveniências e vontades, porque (economicamente) mandam.
E se os Independentes surgiram nestas Autarquias locais com sucesso, com mais força irão aparecer nas legislativas ou outras, uma vez que os Partidos políticos estão ocos e rigorosamente fora de prazo.
Neste nosso infeliz Portugal, onde já se confirmou que “as crianças mais tristes da Europa” são as nossas, os Partidos estão rigorosamente escangalhados; é a classe mais destruidora dos bens nacionais e a mais falsa, porque mentem. É ninho de habilidosos; de pessoas que buscam o privilégio; que semeiam a promoção (entre si) a qualquer preço e sem olharem a meios, mesmo que para isso se tenha de desferir a ponta da navalha a quem estorve ou assassinar, como capazes são essas organizações secretas que nos Partidos existem e que sentados estão na Assembleia da República.
Os dirigentes, estas mentalidades que crescem nos nossos Partidos políticos, aprendem a ser subreptícios, a transportarem nas veias (não o sangue) fios de gelo, a enganarem o seu próprio povo e a sugá-lo sem ponta de pejo, de respeito.
Reflete-se a pessoa deste primeiro-ministro Passos Coelho: frio, indiferente aos problemas sérios dos portugueses, subserviente cego a quem até os nossos ossos desejam…, aos pontos de testemunhar total desrespeito pelas leis existentes no país, bem como a tentativa que tem feito de desacreditar a Lei Máxima Que nos Orienta, a Constituição da República, porque insiste em mandar para a tumba, tuberculizados, aqueles que confiaram nele, nas possibilidades da prática de justiça social. Ele, que pertence a um Partido político que jurou defender a Lei Máxima Nacional.
Só um político perdido, desorientado e frio, inconstante ou júnior politicamente, seria capaz de perguntar o que Passos Coelho perguntou na Universidade de Verão do PSD, no dia um de setembro, quando se dirigiu aos seus filiados e militantes: “já alguém se lembrou de perguntar aos 900 mil desempregados de que lhes serviu até hoje a Constituição?”
Isto não tem classificação! Isto é um país sem governantes e o que é ainda pior: somos um país em que o máximo responsável da Nação, ao não atuar contra tal pergunta e político, coloca automaticamente o seu povo na situação de órfão ou, no mínimo, de governação em anarquia.
Paulo Portas, que é dum Partido que nunca apoiou a Constituição, o que não lhe dá o direito de não a cumprir, não está isento de todas estas leviandades e de toda a traição que tem usado contra reformados, pensionistas e agora contra viúvos.
Precisa Portugal de dirigentes sérios e maduros. Desejar Seguros em cima de palcos de feira ou de salas de televisão, temo-los tido permanentemente.
Haja HOMENS e as leviandades em Portugal passarão a ser como agulhas em palheiro.




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