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Outro Ponto de Vista…

De modo preambular parabenizo os vários intervenientes no processo eleitoral autárquico em Braga. De realçar a vitória da coligação “Juntos por Braga”. Não obstante, a crónica de hoje versa sobre a natureza de algumas formas comportamentais com implicação no viver do nosso quotidiano. São múltiplas as razões do nosso endémico atraso, mas hoje simbolicamente utilizo como imagem o que se passou a propósito de mais uma gafe de Rui Machete, para ilustrar a pior das características da nossa sociedade, a portuguesa.

Acácio de Brito
11 Out 2013

Incapazes de viver com a diferença e com pensamentos contrários e, se conjugarmos estes aspectos, com a natureza subserviente, pacóvia e incompetente de tantos, podemos ter um possível diagnóstico desta nossa triste sina.
Se reportarmos, ainda, a nossa reflexão ao séc. passado, o XX, em que tivemos 10 anos de Monarquia e 90 de República – os quais, no passado fim de semana, foi celebrada com pompa e circunstância, sem feriado, a data da implantação, percebemos que:
• o que se passou em 1910 foi a tomada por alguns do poder, mas em Lisboa, se não teria acontecido o mesmo de 1891… Um trinta e um!
Tomado o poder na capital, por meia dúzia, o país rendeu-se como habitualmente – monárquicos de ontem, republicanos de hoje e sempre.
Tempo terrífico o de então, nomeadamente, no consulado de Afonso Costa.
Mas com apoiantes e seguidores, sempre.
• Em Maio, no anúncio de um Verão de 1926, instala-se um novo poder que origina o considerado Estado Novo.
Contestado? Mas alguém tem dúvidas do apoio que teve?! E de muitos que, antes, eram “democratas de gema”!
• Passada que foi a “noite terrível” da Ditadura, temos a Primavera de um “Abril florido”.
A mesma cantilena: a 24 de Abril, apoiantes incondicionais de Marcello Caetano; a 26, convém sempre saber como param as modas, democratas e antifascistas, ou lá o que isso quer dizer, de sempre…
Característica sempre presente a subserviência e a falta de decoro de pensar e de dizê-lo de forma diferente.
Assim não vamos lá… Sempre nos importou o aparente, o simbólico de quem tem poder.
Efémero. Sempre!
Deveríamos, enquanto povo, preocupar-nos com a substantividade de pensar novo, pensar diferente.
São enganados os que hoje são bajulados, porque amanhã, quando não tiverem o poder, que é por natureza passageiro, vão inteligir a natureza da abjuração.
Finalmente, Braga e Portugal como povo precisam de ter mais homens de fibra, porque fazem mesmo muito falta!




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