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O apoio dos adeptos…

Habituados que estão a ver o SC Braga nos lugares cimeiros da tabela classificativa, muitos são os adeptos bracarenses que vão manifestando o seu descontentamento pelo facto de os “Guerreiros do Minho” se encontrarem, ao fim de sete jornadas da 1.ª Liga, numa posição deveras abaixo das expectativas gerais.Para esse vincado “desconforto” contribuíram as três derrotas já sofridas nos sete jogos até agora disputados.

Carlos Manuel Ruella Santos
10 Out 2013

E se é verdade que a derrota, em Braga, contra o Sporting foi, em certo sentido, “compreensível” – em razão das incidências daquele jogo, de todos bem conhecidas… – já a perda de seis pontos contra equipas a priori acessíveis ao “onze” bracarense (em Barcelos e na Madeira) não têm merecido idêntica “compreensão” da parte dos adeptos.
Mais do que as derrotas com Gil Vicente e Nacional, o que vem preocupando os “simpatizantes” do Braga (pelo que se ouve nas ruas e se lê nos desabafos expressos nas redes sociais) é, sobretudo, o fraco rendimento e as sofríveis exibições da equipa.
Na verdade, têm sido bastante frágeis as “prestações” dos pupilos de Jesualdo Ferreira, mesmo nos jogos em que a vitória sorriu aos “Guerreiros”. E essa fragilidade é ainda mais preocupante se tivermos em conta que ela ocorre em praticamente todos os setores da equipa, desde o guarda-redes até ao ponta de lança, passando por um setor intermédio que não tem sido capaz, como se esperava, de “socorrer” convenientemente a defesa quando tal é preciso, nem de apoiar a linha avançada quando isso é necessário.
Ora, perante as fragilidades até agora apresentadas e das exibições pouco conseguidas, é perfeitamente “natural” que os adeptos exteriorizem o seu descontentamento, tanto mais que, nas últimas épocas, estavam habituados a ver uma equipa com outra dinâmica de jogo e com uma bem maior interligação entre os vários setores — dinâmica e interligação essas de que resultava um “score” quase sempre a seu favor, assim como um “jogo bonito” de que os adeptos se orgulhavam e que era frequentemente elogiado pelos mais diversos comentadores e agentes desportivos.
No entanto, e apesar do que atrás fica dito, uma “análise fria” da situação da equipa após estas sete jornadas permite-me concluir que é desproporcionada a insatisfação de grande parte dos adeptos. E é desproporcionada porque urge ponderar também as “circunstâncias” em que tal situação decorre. Em primeira instância, a equipa tem sido muito fustigada, neste início de campeonato, por lesões de atletas que são muito influentes na equipa, particularmente no setor defensivo, e cujos substitutos não estão suficientemente “entrosados” para terem prestações sólidas. Em segundo lugar, é preciso atender à “juventude” do plantel, facto que exige tempo para se criarem “rotinas” propiciadoras de uma dinâmica ganhadora. E, finalmente, urge aceitar que jogadores como Douglão, Hugo Viana e Mossoró (entre outros) já não fazem parte do plantel…
O professor Jesualdo Ferreira tem muito que “trabalhar” esta equipa. Mas só conseguirá resultados satisfatórios se tiver tempo para isso e, sobretudo, se os adeptos estiverem incondicionalmente do seu lado e do lado do “onze” real que temos!




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