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Notícias de Santiago do Chile

No auditório da Galeria de Patricia Ready, em Santiago do Chile, realizou-se um evento, organizado pela instituição Foro Republicano. Entre os participantes, estiveram diversas personalidades e académicos de entre os quais se destacou Alejandro Navas, Doutor em Filosofia da Faculdade de Comunicações da Universidade de Navarra, na qual lecciona. Na sua conferência, subordinada ao tema “A Pobreza do Aborto” no Chile, referiu que “o aborto é hoje a primeira causa de morte no mundo”.

Maria Susana Mexia
4 Out 2013

Alejandro Navas considera o aborto como a principal manifestação de pobreza da sociedade actual, principalmente na realidade europeia.
“A pobreza é carência, privação, escassez do desejado, necessário e imprescindível. De que nos priva o aborto? Em primeiro lugar priva-nos da vida humana. O aborto é hoje a primeira causa de morte no mundo. É por isso que hoje se fala do chamado inverno demográfico na Europa”.
“Além disso, o aborto empobrece o estado de Direito, quer dizer, da segurança e da paz que o Estado se compromete a resguardar. O aborto equivale ao falecimento do estado de Direito, já que impõe a violência e o homicídio, determinando que a criança, o ser mais débil da sociedade, seja eliminada no seio da própria mãe”.
Autor do livro “O aborto nos meios de comunicação”, explicou que os actuais grupos abortistas procuram fazer uma reengenharia da sociedade; tanto no âmbito antropológico e jurídico, como no biológico, onde se utilizam, entre outras medidas, jogos verbais ou eufemismos. “Mas o aborto não passa sem sequelas e deixa indeléveis feridas na sociedade”, salientou o Professor.
Assinalou ainda que “não basta somente procurar evitar o aborto mas, como sociedade, temos a tarefa de prestar ajuda e segurança aos pais que respeitaram o direito à vida de seus filhos e que hoje em dia se veem angustiados pela falta de recursos materiais, mas, sobretudo, de recursos espirituais”.
“Não é conveniente ter uma postura simplesmente reactiva face ao tema; é importante ajudar as mulheres e as pessoas que optaram pela vida, e comunicar depois essas histórias e testemunhos de vida. Isto é muito mais eficaz para mudar o clima de opinião sobre o aborto na sociedade”.
Felizmente parece que vamos ficando mais sensíveis a este crime, há muitas vozes, famílias e dinâmicos jovens e casais pró-vida. Por exemplo, o grupo “Mãos erguidas”, em Lisboa, que tantas crianças e mães tem ajudado a salvar. Com o Papa e os homens de boa vontade, cada um de nós pode ser também uma voz pela vida e dignidade humana.




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