Fotografia:
Vamos imaginar que…

Vamos imaginar que o Presidente da República aceitava ver o seu salário reduzido em 30% e todos aqueles que ali trabalham por nomeação dele, os designados “boys”, aceitavam ver os seus salários reduzidos em 10%;Vamos imaginar que os membros do governo aceitavam ver os seus salários reduzidos em 30%, como fizeram outros membros de outros governos da Europa – estou a lembrar-me da Itália, Grécia, França, Reino Unido e outros;

Henrique Moura
3 Out 2013

Vamos imaginar que as subvenções que o Estado dá aos Partidos acabavam e estes passavam a viver do apoio financeiro dos seus militantes e simpatizantes;
Vamos imaginar que os nossos deputados também aceitavam a redução do seu salário, digamos, em 10%;
Vamos imaginar que todos aqueles que auferem do Estado salários superiores a 5 mil euros vissem os mesmos reduzidos em 10%;
Vamos imaginar que todos os presidentes e restantes membros dos Conselhos de Administração de todas as Empresas Públicas e Municipais aceitavam ver o seu salário reduzido em 10%;
Vamos imaginar que todos os autarcas aceitavam ver os seus salários reduzidos, também, em 10%;
Vamos imaginar que todos os assessores a trabalhar no Estado e nas Autarquias, os designados “boys”, vissem os seus salários reduzidos em 10%;
Vamos imaginar que os valores pagos para despesas de representação fossem reduzidos em 30% a todos aqueles que o recebem – e são milhares;
Vamos imaginar que as viaturas oficiais só seriam mesmo usadas em serviços oficiais;
Vamos imaginar que os cartões de crédito e telemóveis, distribuídos aos milhares por todos os políticos e não só, que a eles têm direito, deixassem de existir ou fossem restringidos a um máximo de 25 euros/mês – e já é muito;
Vamos imaginar que os prémios de gestão, aos milhares de euros, deixassem de existir, pois é uma obrigação dos gestores saberem gerir para obter lucros – logo, e sendo essas as suas funções, não se justificam prémios, como eles não pagam nada quando as Empresas dão prejuízo;
Vamos imaginar que os militares dos três ramos das forças armadas vissem o seu efectivo reduzido em 50%, hoje as “guerras” não são iguais ao passado;
Vamos imaginar que …
Se tudo isto se concretizasse, acham que seria preciso descer ao salário dos reformados, reduzir o apoio na saúde e na educação, manter a austeridade de forma tão agressiva? Penso que não: arranjava-se solução para tudo!




Notícias relacionadas


Scroll Up