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Família e educação integral…

O aumento de violência generalizada e, particularmente, a violência escolar reflete sem dúvida, a crise de autoridade na Família, pelo facto de muitos pais renunciarem a propor disciplina aos filhos, remetendo essa responsabilidade para a Escola, para os Professores. Mas as crianças e os jovens precisam de encontrar em casa, desde muito cedo, a figura da autoridade, sem autoritarismo, que é um elemento fundamental para o seu crescimento.

Maria Helena H. Marques
1 Out 2013

Em muitos casos, as famílias já não são o que eram antes! Muitos pais esqueceram que foram, são e serão os primeiros educadores dos seus filhos e os principais responsáveis pela sua educação; têm vindo a demitir-se dos deveres específicos da sua missão, com consequências nefastas na vida dos filhos a curto, médio e longo prazo…
Ao contrário, na educação dos adolescentes, uma correta escala de valores morais, de valores cristãos, converte os filhos em rapazes e raparigas com personalidade, e é o melhor antídoto contra as loucuras da adolescência.
A experiência leva-nos a reconhecer que a maior parte dos jovens tem demonstrado o desejo de crescer e proceder corretamente, mas necessitam de explicações convincentes e seguras sobre o porquê de uma coisa estar correta e outra não. E ainda que se mostrem renitentes em admiti-lo, as crianças e os jovens reclamam uma orientação clara, e um suporte seguro…
A educação é tão importante na vida do ser humano que, sem ela, ninguém pode crescer harmoniosamente e ultrapassar um estilo de vida marcado pela vulgaridade. É que a educação proporciona a cada ser humano o conhecimento de si mesmo, a consciência da necessidade dos outros para a sua própria realização, a abertura às dimensões espiritual e transcendente da vida, e o empenho crescente no seu próprio desenvolvimento e na construção da sociedade em que está inserido. A educação é um contributo indispensável para o desenvolvimento integral da pessoa humana.
Não há muito que, o Papa Bento XVI, atento às necessidades do nosso tempo, sublinhava que a educação é uma grande “emergência” no mundo actual. Por isso, as dificuldades que os educadores sentem para enfrentar os novos desafios não podem conduzir ao desânimo e ao enfraquecimento do seu empenho.
Estamos convencidos de que os obstáculos e insucessos com que os educadores se defrontam podem e devem ser superados. O compromisso de cada um dos educadores é a via prioritária para o fazer, cabendo à sociedade em geral e, particularmente ao Estado, a responsabilidade de não dificultar mas antes incrementar as medidas corretas imprescindíveis, que viabilizem e promovam uma educação integral, como um serviço e um compromisso: um serviço a cada homem, a uma sociedade que se quer renovada, nos quais estão directamente envolvidos a Família, a Escola, a Paróquia e todos aqueles que nos sentimos responsabilizados na nobre e urgente tarefa de educar.
Os Professores, ao contrário do que muitas vezes tem acontecido, têm necessidade do apoio e reconhecimento das Famílias e do Estado. Consideram que o prestígio e o reconhecimento social da profissão docente têm piorado em Portugal, sobretudo nos últimos anos, de forma evidente…
Assim, e à semelhança do que se vem fazendo em outros países da Comunidade Europeia, é urgente reforçar, por todos os meios lícitos, a autoridade dos professores.
Os problemas que se têm multiplicado nos últimos anos, os docentes registam-nos vivamente, inclusive – não poucas vezes – com crises de ansiedade ou de depressão.
Os testemunhos de professores atingidos têm tido ampla divulgação. Especialistas destas matérias, costumam assinalar como fatores influentes a desintegração familiar e outros fenómenos de origem social. Mas geralmente coincidem em atribuir a culpa a medidas educativas que, pelas teorias pedagógicas que lhes serviram de inspiração, têm favorecido o relaxamento da exigência académica, retirando aos professores e conselhos diretivos das escolas, poderes para combater a indisciplina.




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