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Exames vs. Não Exames. Ensino Público vs. Ensino Privado

Vamos pôr de parte as ideias de Estaline de que as crianças a partir dos 2 ou 3 anos de idade pertencem ao Estado, e que o Estado deve prover à sua alimentação, vestuário e calçado, saúde, ensino, bem-estar, e trabalho, quando tiverem idade para isso. Numa verdadeira Democracia, os exames, com os textos das provas bem elaborados, são, em si próprios, elementos de valorização dos examinandos. Porquê?i) Os examinadores podem avaliar com rigor o que é que o examinando sabe da matéria em causa.
ii) Os examinandos podem ser autodidactas, pelo menos a partir de 12 anos de idade, e devem ter o direito de o ser, ou de terem pais, familiares ou outras pessoas como precetores na totalidade ou em parte das matérias que o Aluno tem que saber.

Júlio Barreiros Martins
28 Set 2013

O Aluno, sendo emancipável, tem que ter o direito de se autopropor a exame de uma dada disciplina e, quando menor, terá o precetor que ter o direito de propor o Aluno a exame.
Só assim haverá a tão apregoada liberdade de ensino em Portugal: Ensino Público, necessariamente coletivo, e Ensino Privado, coletivo ou individual. Porém, os exames em Portugal, elaborados na “Gávea”, em Lisboa, ou elaborados nas Escolas sob a batuta ditatorial da mesma “Gávea”, são “charadas” de Matemática ou de Física, que complexam grande parte dos Alunos.
Apenas um exemplo, relativo ao exame de Matemática do 1.º ciclo em 2012: http://bi.gave.min-edu.pt/exames/download/PAF1_Mat_1__CC1_2012.pdf?id=4999. Embora o GAVE (Gabinete de Avaliação Educacional – Ministério da Educação) lhe chame “Prova de Aferição”, tem todos os “condimentos” dos exames “gavianos”. O autor destas linhas pode fornecer cópia das questões postas nesse portal e dos comentários que entendeu serem apropriados a cada questão.
O ERRO pedagógico básico que o GAVE comete é entender que a “Matemática é um espaço lúdico e lúdico tem que ser o Ensino da Matemática”. Não, a Matemática é a mais fundamental das Ciências. É matéria séria, não é brincadeira. Tem alto interesse na vida prática. Mas a Matemática não é “um bicho-de-sete-cabeças”, pois podemos ensinar um computador, que é mais “burro” do que qualquer humano, a fazer cálculos, os mais complicados.
Trata-se, pois, da “ciência e arte de ensinar”, coisa que não existe nos doutores do GAVE. Com efeito, ditatorialmente elaboram em Lisboa e impõem nas Escolas exames com questões profundamente erradas pedagogicamente, porque não se destinam a “testar” qualquer tipo de conhecimentos dos Alunos.
Destinam-se apenas a satisfazer caprichos e paixões dos elaborantes: a paixão das charadas de Matemática. A paixão das perguntas Totobola que o mau aluno pode resolver por “palpite”. A paixão pelo Cálculo das Probabilidades e Estatística, levando o GAVE a fazer perguntas que envolvem jogos de casino, impróprios para crianças de 10 e 11 anos. A paixão pelos vários tipos de “Simetrias”, confundindo Geometria (capítulo da Matemática) com Desenho Geométrico e de Composição.




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