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Pensamentos que valem

Circula-me nas veias a imperiosa necessidade de escrever, de alertar, de berrar, de mimar. É que eu não posso nunca ficar parado. Quiseram calar-me, mas sobrevivi; quiseram cortar-me as pernas, mas andei; quiseram abafar-me, mas como os gatos respirei sempre. Só Deus me cala, corta ou abafa;– É de admirar uma campanha eleitoral e estar atento ao que dizem os candidatos. Quando se ouve frases com filosofia, ciência e ideologia, consola. Pena é quando tem de se concluir que tudo não passou dum monte de areia sem cal e pouco ferro;

Artur Soares
27 Set 2013

– Há que procurar conhecer bem políticos autárquicos ou outros. E duvidar deles é normal, seguro, embora deselegante. Porque acreditar neles no tempo que passa é ao contrário: anormal, inseguro, embora seja elegante;
– No fim duma campanha eleitoral, bastantes eleitores sentem-se como que naufragados: baralhados, com medos e com ausência de culpas. Doenças que os atores fabricam sem que aqueles as saibam curar. Logo, ser urgente investir contra o sonambulismo, a cegueira votante ou a estupefacção;
– Anuncia a Monarquia que qualquer poder exercido pelo homem provém de Deus. Aceito, embora se saiba que o homem ter de lavrar o terreno e de o semear. Mas o poder nunca pode ser exercido por irresponsáveis ou por cérebros vazios, uma vez que o poder é servir, ser fiel, simples e com boa dose de inteligência;
– Os autarcas possuidores de cultura, democracia e liberdade, farão parte de um executivo que governa o menos possível. Mas os melhores e os mais moralistas serão aqueles que pouco ou nada proíbem, apontando simplesmente caminhos;
– Não existem grandes males nas democracias a nível local. Mal existe nas campanhas e nas eleições incultas; nas afirmações e promessas que se não cumprem e em minorias que só obstruem, por falta de rumos e de nobres ideais;
– Há políticos locais ou a nível nacional que não sendo nada, nada fazem, nada dizem e pouco ou nada muda no país ou na cidade. Só não se entende porque ao nada fazerem, hão de ser o peso dos contribuintes e o embaraço dos competentes;
– Os elementos de uma autarquia ou de um governo podem não ter pés, mãos ou outra deficiência semelhante. O que nunca se pode admitir – porque pagos e com reformas muito antes do tempo normal – é que não tenham ideias. Não as tendo, não passam de soltas pedras perigosas ou de cérebros despejados;
– Políticos nacionais ou das autarquias queixam-se que milhares e milhares são alheios aos anseios nacionais e locais. Então há culpados? Convém ter em conta que homens sérios no poder em Portugal há, mas são tão poucos que nem se veem. E sendo vistos, poucos os conhecem. Quanto aos alheados sentem-se enganados, frustrados, porque a resolução dos assuntos locais e nacionais, ólarilolé! Tudo se arquiva, são só falhas, ninguém se assume e o tempo corre a favor dos ladinos;
– Entendo que uma sã democracia acontece quando os cidadãos intervêm na resolução dos problemas e anseios locais e nacionais. Os votantes elegem os seus representantes e fiscalizam-nos, tomando parte ativa. Nas Câmaras ou na Assembleia da República, como resolvem, quem fiscaliza seriamente e quem toma parte ativa? Só a oposição e terrivelmente mal! Como nem toda a gente tem ou é dos partidos políticos, não passam as gentes, pois claro, de súbditos dispensados;
Há grupos concorrentes às autarquias que vencem sem convencer.
Vencer com argumentos sólidos, razões e trabalho feito, é convencer.
Vencer pela força, pela mentira ou pagando para vencer é vencer mal. E aos vencidos mas não convencidos pela pouca ou nula evidência, só lhes resta um comentário: vencer assim só de brutos ou palhaços;
Finalmente, para que passe a existir política clara e democracia perfeita cá no burgo, é necessário que se vote em pessoas ricas, filhos únicos e órfãos. Os ricos porque podem não fazer negócios duvidosos; os filhos únicos porque não têm sobrinhos para as benesses e os órfãos porque podem não ter interesse nas cunhas em favor dos tios.




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