Fotografia:
Natalidade

O nascimento de um ser humano é sempre um facto importante. É uma nova vida que surge à face da terra. Manifesta-nos o poder do Criador que se serve do amor fecundo dos esposos. Este facto deve ser motivo de alegria para os seus pais e para toda a humanidade. É um novo irmão que vem agregar-se à enorme família humana espalhada por todo o orbe da terra. É uma criação superior a qualquer outra, pois traz consigo um ser superior, dotado de inteligência e vontade, que não se confunde com os novos entes do mundo animal ou vegetal.

Manuel Fonseca
27 Set 2013

Não é comparável em apreço a qualquer tesouro existente em proprietários particulares ou públicos, pois supera-os pela sua alma livre e nobre. As joias de qualquer natureza são materiais e capazes de corrupção e destruição: o ser humano ultrapassa-as em perpetuidade e capacidade de vencer as fronteiras da eternidade.
Vem este prelúdio a respeito da redução da natalidade em Portugal nos últimos anos. Segundo dados do INE, de janeiro a junho do presente ano, nasceram menos 3968 crianças em relação ao período homólogo de 2012.
A que se deve esta enorme descida de nascimentos? São várias as causas, com certeza. Uma das mais evidentes é a precária condição económico-financeira da maior parte das famílias portuguesas. Não são alheias a estes problemas as políticas desenvolvidas pelos governantes nos últimos anos. Com a preocupação de travar a dívida do Estado e do elevado défice, cerceiam-se de muitos modos os direitos das pessoas e das famílias. São os conhecidos cortes das receitas, é o aumento constante dos impostos, é a precarização dos contratos de trabalho, é o desemprego galopante.
A política da UE e do Governo português é semelhante ao incremento dos eucaliptos que secam tudo à sua volta. É uma espécie de tratamento medicinal que mata o doente.
Há outro fator que influi na diminuição da natalidade: a lei do aborto, que facilita a destruição “in utero” dos seres humanos. Os dados publicados referem cerca de 20000 abortos por ano nos hospitais públicos, pagos pelos nossos impostos.
O recurso a este meio traz consigo marcas psicológicas em quem a ele recorre, que acompanharão até ao fim da vida. Não somos senhores da vida de ninguém.
Deus use de misericórdia em relação a essas pessoas e as ilumine para seguirem um caminho de justiça e respeito pela vida.
É também o futuro da pátria em questão.
Os novos autarcas saídos das eleições de 29 de setembro não podem ficar indiferentes a este problema avassalador. Devem dinamizar políticas de incremento à natalidade nos seus territórios, com apoios diretos e indiretos (pecuniários ou laborais).




Notícias relacionadas


Scroll Up