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D. Álvaro del Portillo a caminho da beatificação

A Santa Sé atribui à intercessão de D. Álvaro del Portillo a recuperação do menino José Ignacio Ureta Wilson depois de uma paragem cardíaca de mais de meia hora, ocorrida a 2 de Agosto de 2003. O Prelado do Opus Dei, Mons. Javier de Echevarría recordou Mons. Álvaro del Portillo, como “um grande apoio para S. Josemaria e um fidelíssimo colaborador de João Paulo II”. E acrescentou: “recorro agora à intercessão deste servo bom e fiel, e peço-lhe que nos ‘contagie’ na sua lealdade a Deus, à Igreja, ao Papa, a S. Josemaria, aos amigos; que nos alcance a sua sensibilidade social, que se manifestou no impulso de numerosas iniciativas em todo o mundo a favor dos mais necessitados; que nos obtenha a sua predilecção pela família e o seu apaixonado amor ao sacerdócio, assim como a sua piedade terna e sensível, que tinha um marcado cunho mariano”.

Maria Fernanda Barroca
21 Set 2013

O milagre de Álvaro del Portillo aprovado pela Santa Sé refere-se à cura instantânea de um menino chileno, José Ignacio Ureta Wilson.
A Mãe do miraculado entrevistada, refere: os problemas manifestaram-se antes do nascimento a 10 de Julho de 2003. Em Janeiro desse ano, soubemos que o seu nascimento não seria fácil já que era provável que nascesse com uma hérnia intestinal. Desde logo começamos a rezar e a pedir a outros que rezassem por este assunto a D. Álvaro del Portillo.
Em Abril, por precaução, a Mãe foi internada numa clínica e o nascimento ocorreu em Julho. O bebé pesava 1,750 quilos, mas isso para os médicos foi considerado um êxito. Depois de nascer, em exames prévios para operar a hérnia, foi-lhe detectada uma malformação cardíaca que tornava grave a circulação do sangue. As crises cardíacas começaram a tornar-se frequentes e os médicos operaram o menino; aí começaram as complicações: a temperatura baixou e teve uma paragem cardíaca e a falta de irrigação sanguínea deixou lesões cerebrais.
Um dia, em que a corrente de orações a D. Álvaro não parava, a enfermeira de turno passou, diminuiu a assistência respiratória e o menino parecia que respirava por si. Esse facto aumentou ainda mais a fé na intercessão de D. Álvaro.
Mas a situação de repente alterou-se e teve uma paragem cardíaca que durou mais de meia hora. Todos os esforços de rea-nimação eram em vão. Eis que quando os médicos iam desistir, o coração do José Ignacio começou a bater, mas ocorreu um derrame no sector do pericárdio que também afectou um rim.
A Mãe quando o viu, a sua cor era de morte e as unhas roxas deixaram-na de rastos, se bem que continuasse a rezar.
No dia seguinte a este episódio, informaram que José Ignacio tinha dormido tranquilo e a sua cor era a de um saudável bebé recém nascido.
Quando o médico chegou, perguntou às enfermeiras de turno a que horas o menino tinha morrido. Quando viu, não queria acreditar e só perguntou: “a quem rezaram para que tal acontecesse?”.
Agora faz uma vida normal de uma criança da sua idade: joga futebol, pratica ténis e como gosta muito de música, sempre que calha dança e canta. Toma alguma medicação, mas no colégio consideram que tem evoluído muito bem ao nível da leitura e da escrita.
Um professor de religião, demonstra o bom humor que José Ignacio tinha, contando a seguinte história: “Um dia chegou ao colégio com uma abundante merenda na mão. O professor disse–lhe que era uma merenda abundante para tomar com um café. A resposta do pequeno deixou–o perplexo – e se tomássemos uma cervejita?”
A Mãe do José Ignacio chama a atenção que a graça concedida é uma chamada à esperança para todos os que vivem em dificuldades; é um convite à perseverança na luta para conseguir o que queremos.
Quantas vezes nos queixamos: já fiz 32 novenas a pedir um favor a Deus e, não me concede – vou desistir. Não será que Deus estava à espera da 33.ª novena?
Mons. Flávio Capucci, postulador da causa, falecido a 6 de Agosto passado, disse, na altura, que uma vez aprovado o milagre, corresponde à Santa Sé marcar a data da beatificação.
Notícias recentes anunciaram um consistório para 30 de Setembro e talvez seja a altura apropriada (?). Confiemos.




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