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Chamado de novo à titularidade… no DM

Apesar da imensa vontade que tive (com quatro jornadas já disputadas da nossa Liga) de entrar em campo, como atleta que acata as ordens superiores, esperei a “chamada” do mister e não saí do “banco” até hoje, apesar de ter havido diversas situações que justificavam alguns artigos de opinião. No que se refere às aspirações do SCB para a corrente época e fazendo uma retrospetiva dos anos mais recentes, verifico que quando saímos da Europa prematuramente (2009/10), lutamos com o SLB até à última jornada pelo título nacional, não o conquistando, quem sabe, por o Vandinho não se chamar Cardozo e o Cardozo não se chamar Vandinho.

Carlos Mangas
20 Set 2013

Em virtude dessa brilhante classificação, no ano seguinte fizemos um bonito percurso na estreia da Champions League, o qual foi concluído com a final da Liga Europa em Dublin. Otimismo para a presente época, como veem, não me falta.
Claro que na presente Liga já podíamos (e devíamos) ter doze pontos. Tal só não acontece porque em Barcelos, a acompanhar aquela que para mim estava a ser a exibição mais conseguida da época no que se refere à qualidade de jogo versus oportunidades de golo construídas, os jogadores foram infetados e afetados pelo “vírus relaxante” do adepto. Complexo? Eu explico: Quando o adversário ficou reduzido a nove elementos, os nossos atletas “olharam” para as bancadas e viram os adeptos, como eu, relaxados (levando-os a relaxar também) questionando-se apenas (levando-os a questionar também) por quantos iriamos ganhar? Quando nos apercebemos do erro, adeptos e jogadores, já era tarde e?tínhamos perdido.
“Felizmente” na receção ao Estoril, aos vinte minutos de jogo, já estávamos impedidos de relaxar, nós e eles, a perder duplamente com golo de penálti (?) e menos um jogador em campo. Chegou a hora (pensamos) de lhes fazer provar “este veneno” de jogar em superioridade numérica. O Estoril também acreditou que estava ganho, e quando se aperceberam, já estavam eles em inferioridade, a perder e com apenas nove jogadores em campo. Aí, confesso, voltei a t(r)emer. Lembrei-me que nos damos mal contra nove. E não é que os temores iam sendo justificados? Só descansei definitivamente quando vi os jogadores a caminho do balneário depois do apito final do árbitro. Em face do exposto, deixo desde já uma solicitação à Liga para quando expulsarem dois jogadores do clube que jogue com o SCB, autorizarem os nossos adversários a que pelo menos um deles seja substituído. Contra dez ou onze tudo bem, contra nove é que não, nunca mais, o nosso coração não aguenta.
No que se refere às arbitragens destas primeiras jornadas, penso dever salientar o silêncio ensurdecedor do leãozinho (outrora) chorão, com três golos irregulares a favorecê-los, bem como a tendência do sr. Capela em protagonizar arbitragens medíocres sempre que o palco de jogo tem algo relacionado com o seu eclesiástico nome. Seria uma atitude de bom senso, a comissão de arbitragem não o enviar tão cedo para “catedrais” ou para a cidade dos arcebispos.
Quanto aos meus prognósticos para esta época desportiva, se não houver lesões impeditivas, no próximo campeonato do mundo, caso sejamos apurados, aposto que o onze base da nossa seleção vai ser: CR7 + o nosso ponta de lança + 9 jogadores. A nível nacional, acredito que à quarta jornada já encontramos a nossa classificação final, mas mesmo assim, ainda lanço um repto cantado à nossa equipa: “Pra melhor está bem, está bem, pra pior?já basta assim”.




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