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Que economia para o mundo do trabalho?…

Com o objectivo do lucro fácil, foi a própria banca que provocou a crise em que o mundo está envolvido, ao criar uma situação fictícia que os “americanos denominam de economia de casino”… As facilidades foram de tal monta, que se chegou ao cúmulo de a banca expedir via CTT cartões de crédito que nunca foram solicitados por negociação directa entre as partes!… Quem lucrou com tal situação? Confesso, sinceramente, que desconheço… sei apenas que as facilidades criaram situações irreversíveis de ruptura em famílias, endividadas a nível de insolvência. Em posição totalmente oposta ficou a Economia Industrial, para quem o crédito ficou cada vez mais difícil de obter pois a banca como boa agiota, tirou o guarda-chuva que ofereceu quando dava sol e de imediato o retirou quando começou a chover!

António Fernandes Ferreira
18 Set 2013

Recordo, contudo, o tempo em que a banca, com pompa e circunstância, anunciava lucros fabulosos que mais tarde se verificaram ser manipulados com falsidades incríveis de fraudulenta gestão… Enquanto o polvo da corrupção avança e tudo envolve, os mentores da situação aproveitando um código penal caduco e ultrapassado, vão protelando de recurso em recurso até à prescrição total por excesso de tempo!
Entretanto, quem paga a fatura é o contribuinte, sufocado com impostos que não o deixam respirar e com a tal austeridade que não é igual para todos. Pois, como é sabido, são sempre os de menores recursos que pagam a crise; ou seja, aqueles que produzem a riqueza da nação e não podem fugir aos impostos, pois trabalham por conta de outrem.
Na política, este culpa aquele, aquele culpa o outro… Os partidos vendem demagogia em doses substanciais e colocam o poder acima do país… Figuras públicas com enorme responsabilidade, “atiram gasolina para a fogueira”, dividindo o país entre esquerda e direita; esquecem que todos somos portugueses e estamos no mesmo barco!
Será que apenas acordamos para a realidade quando não existir dinheiro para pagar ao funcionalismo público, ou aos reformados com pensões de miséria?
Não chore depois sobre o leite derramado, PENSE PORTUGAL.




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