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Vai começar o martírio…

O regresso às aulas é uma felicidade saudável para uns e um repetitivo martírio para outros. Neste último caso, a situação reporta-se ao intenso trânsito caótico, problemático e deveras polémico, vivido entre a rotunda do Largo de Monte d’Arcos e a rotunda do Largo de Infias. O que se passa neste espaço público é uma clara infração perante a indiferença dos seus autores. Após este agradável período de férias, plenamente tranquilo no que concerne à circulação rodoviária nestas duas rotundas, retoma-se a conflitualidade e a confusão do trânsito, precisamente no período do início das aulas pela manhã ou quando terminam ao final da tarde no Colégio D. Diogo de Sousa.

Albino Gonçalves
16 Set 2013

Testemunha-se um cenário caricato e insensível por parte dos condutores de automóveis na paragem ou no estacionamento abusivo previsto pelo código de estrada. Provocam congestionamentos de tráfego com enormes filas de trânsito, que levam muitos automobilistas a buzinar insistentemente, desesperados em cumprir as suas obrigações ou horários profissionais. Além disso, não há pachorra para aguentar velocidade mínima ao 10 kms/hora, ziguezagues e manobras sujeitas a colisão ou raspão lateral dos veículos, discussões de vária ordem, algumas vezes a chegarem a “vias de facto”.
Penalizados de modo absurdo, são os motoristas dos TUB, que não conseguem satisfazer uma rota dentro dos padrões de tempo para levar os seus utentes ao destino, sendo diversas vezes incompreendidos. Pontualmente, entre as 8h30 e as 9h00 e entre as 17h00 e as 18h30, deparam-se com automóveis estacionados na rotunda e com filas nas duas faixas de rodagem – com linha contínua… – existentes no Largo de Monte d’Arcos. A confusão é agravada pela ausência da autoridade policial.
Todos os anos é um “suplício” circular nestas artérias, devido aos engarrafamentos provocados por paragens e/ou estacionamentos abusivos levados a cabo por condutores de veículos que aguardam a chegada dos seus educandos, oriundos do Colégio D. Diogo de Sousa e, nalguns casos, da Escola Secundária Sá de Miranda. Há profissionais que não conseguem cumprir o horário de entrada no trabalho, nem apanhar o transporte público intercalado, por responsabilidade exclusiva do trânsito caótico ocorrido nesta zona da cidade. As pessoas reclamam e perguntam onde está a polícia municipal, que raramente (ou nunca) se vê nestas andanças.
Importa realçar com determinação a necessidade urgente e imperativa de aquelas duas serem alvo de maior vigilância e disciplina. E não havendo segurança rodoviária e tranquilidade de circulação, resta, para bem de nós todos, reclamar a quem tem responsabilidades acrescidas para repor a ordem nesta zona açambarcada de automóveis.
Percebemos as limitações dos condutores naquele espaço urbano, mas é óbvio que o direito coletivo e o dever de cidadania em prol do bem comum obrigam a que a circulação seja feita adequadamente, sem causar dificuldades, transtornos ou até perigo que possam advir desta situação – que pode ser suprimida através do bom senso e da serenidade de todas as partes envolvidas.




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