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Caminhos da política…

Elementar a decisão que fundamenta, com o território, a continuidade política de profissionais que resolveram candidatar-se ao município vizinho. Ficou apenas uma preocupação por esclarecer, que os cidadãos a seu tempo vão saber interpretar, afinal será que o legislador nunca pensou de forma diferente, isto é, nunca teve intenção de acabar com possíveis compadrios eventualmente existentes, ao fim de sucessivos mandatos num mesmo território! Talvez não, até porque o legislador sempre está de boa fé.

J. Carlos Queiroz
15 Set 2013

Sem que daqui resulte algo diferente, vamos continuar a manter no povo a ideia de suspeição, que momentaneamente alguns sempre alimentam. Na verdade, é cada vez mais importante, a transparência na vida pública e talvez aqui resida, um dos principais requisitos para a recuperação da confiança política nos políticos, sendo uma maior transparência na vida pública elemento fundamental e capaz de garantir aos cidadãos uma informação esclarecida sobre o que vai acontecendo. Vale aqui aquela máxima que nos diz que, sistemas opacos não são sequer democráticos. Importante pois que cada cidadão possa ter informação sobre quais são e de onde provêm, os recursos do país, do seu concelho, da sua freguesia. Num país pobre e endividado sempre a suspeição aparece, devendo de imediato ser combatida pela via do esclarecimento.
Importante igualmente saber em cada momento, onde é gasto cada euro dos nossos recursos colectivos. Sobre estas questões muito se diz e escreve, mas pouco se faz. Mas fará sentido ainda hoje falar em corrupção em Portugal? Também aqui as opiniões divergem, em boa verdade, legislar muito, elaborar longas leis, confusas ou imperceptíveis, parece ser um dos maiores incentivos à corrupção. Diz-se mesmo que, o combate a esse flagelo não terá a mínima garantia de sucesso enquanto não se trabalhar arduamente na simplificação da legislação, nomeadamente na que tem maior in-
fluência na vida económica. Outra questão política  tem a ver com a eficácia da Justiça, pois é certo e sabido que após a noticia da corrupção, logo se levantam clamores exigindo a intervenção da Justiça, porém como escreveu  Paulo Morais no seu livro, ”Da corrupção à crise Que fazer?” Tudo ocorre por pouco tempo. Todos nos lembramos dos casos mais mediáticos, como: O face oculta, o Freeport, o Apito Dourado, a operação Furacão, o BPN, o BPP e mesmo os submarinos, tudo processos mediáticos que durante meses ocuparam a justiça e as notícias.
Enfim,  facetas  distintas e confusas dum país, onde sobram atores para garantir a continuidade ou a manutenção desses estranhos poderes. O povo não quer receitas milagrosas, mas um caminho  sem corrupção e com menos sequelas sociais. Voltando ao título desta opinião, estamos agora na corrida para o poder local e abundam os candidatos, mais ou menos políticos, profissionais ou não, dispostos a obter o poder e a exercer as funções em conformidade com os programas apresentados ao eleitorado.  É verdade que alguns nunca durante quatro anos se preocuparam com os problemas da sua terra, ignorando talvez  mesmo o que se passou nas sessões ordinárias e por vezes extraordinárias da Assembleia de Freguesia, outros surgem porque o partido insistiu, ou porque o dever de cidadania e participação assim os motivaram. Independentemente das razões, é realmente um ato de cidadania e de proximidade com as populações, que sendo louvável significa também uma disponibilidade e vontade política, para  enfrentar desafios e tentar encontrar as melhores soluções para os problemas de cada terra. Para lá da propaganda e da estratégia de cada candidato, está a máquina política e o partido, as bolas, as esferográficas e bandeiras que captam simpatias envolvendo avós e netos, ao som de música e de palavras de apelo ao voto.
São estes caminhos da política que encontramos por estes dias,  para trás ou ao lado, ficam os problemas dos cidadãos, as limitações económicas do país e das autarquias,  as verbas necessárias para os projectos agora anunciados nestes caminhos da política.




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