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Programa pastoral

O programa da Arquidiocese de Braga para o ano pastoral 2013/2014, cuja abertura está prevista para 6 de outubro, dá continuidade ao plano elaborado para 2012-2017, que tem por tema geral a Fé, distribuído por cinco subtemas: Fé professada, Fé celebrada, Fé vivida, Fé anunciada, Fé contemplada. Para este ano é proposto o segundo subtema, «Fé celebrada». Apresenta como grande objetivo «redescobrir o lugar central da celebração litúrgica na vida da comunidade cristã». Propõe como ponto de reflexão o texto de S. Mateus: «onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, Eu estarei no meio deles» (18, 20).

Silva Araújo
12 Set 2013

O programa adverte os cristãos para o facto de não viverem sozinhos – um cristão só não é um cristão – mas convida a que tomem consciência da sua pertença a uma comunidade, que é a Igreja, devendo promover-se a «consciência eclesial dos crentes em todas as suas atividades e manifestações».
Alerta para a importância da Liturgia – «uma liturgia simples e bela», no dizer de Bento XVI – lembrando que «na liturgia que celebramos é o próprio Cristo que preside, atua, batiza, perdoa, une, confirma, alimenta e cura a comunidade».
Porque Ele está no meio de nós, as celebrações devem ser um convite a um encontro pessoal e comunitário com Cristo.
O serviço à glória de Deus é a primeira finalidade da liturgia.
E porque a liturgia é ação da Igreja, manifesta a Igreja, constrói a Igreja, há que pôr o máximo cuidado na forma como se celebra. «Quando celebramos de maneira deficiente, descuidada ou superficial, estamos a desfigurar o rosto da Igreja».
Para que isto aconteça, o programa pastoral manifesta o desejo de que todas as comunidades possam contar com «um grupo de fiéis que se preocupem com a preparação, o cuidado e revitalização da celebração litúrgica».
Lembra o mesmo plano as três grandes áreas de atividade da Igreja: evangelização, sacramentos, caridade, sublinhando a importância desta última:
«Se a Igreja não pode descuidar a Palavra e os Sacramentos, também não pode desleixar-se no serviço da caridade. Liturgia e compromisso social deverão andar juntos. «A celebração da nossa fé não nos encerra dentro das paredes da Igreja, mas abre-nos ao mundo e envia-nos para a missão». «Uma Eucaristia que não se traduza em amor concretamente vivido é, em si mesma, fragmentária».
O programa chama a atenção para um conjunto de seis temas: o domingo, o ano litúrgico, os sacramentos, os ministérios, a oração, a religiosidade popular.
Que o domingo seja vivido como o principal dia de festa.
Que o Ano Litúrgico, a propósito do que se recomenda o estudo da Constituição Conciliar sobre a Sagrada Liturgia («Sacrosanctum Concilium»), seja o nervo da vida da comunidade.
Que uma cuidada catequese prévia prepare os fiéis para a celebração de cada sacramento.
Que se formem equipas de liturgia (atendendo ao serviço de leitores, cantores, acólitos, sacristães, zeladoras, ministros extraordinários da comunhão…) e se invista na formação dos seus membros.
Que, nas diversas comunidades, haja espaço para a oração. Que se ofereçam encontros de oração, se adaptem formas de oração, se ajudem os fiéis a rezar em silêncio. Que se ofereçam possibilidades para a escuta tranquila da Palavra de Deus.
Que a religiosidade popular seja purificada das suas deficiências, sejam revitalizados os seus valores, se não limite a gestos exteriores.




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