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A atitude de bem-fazer (II)

Na prestação de bons serviços é que residem a nossa paz, a nossa esperança e tudo aquilo que transforma a monotonia da existência humana num programa excelente. Cada pessoa tem uma missão a cumprir neste mundo. Basta pensar um pouco, para compreender por que razão a natureza não nos fez génios a todos. São precisas pessoas para os vários biliões de tarefas que devem ser feitas, e seria uma infelicidade para todos não beneficiar dos serviços de toda a espécie de trabalhadores.

Artur Gonçalves Fernandes
12 Set 2013

“O melhor serviço que podemos prestar ao nosso país e a nós próprios – afirma Holmes – é ver o mais longe possível e sentir as grandes forças que estão atrás de cada pormenor…para forjar uma peça de trabalho tão compacta e sólida quanto possível, para a fazer de primeira qualidade, e não fazer alarde do facto.”
O universo paga a cada pessoa na sua própria moeda. Se sorrirmos, teremos, como recompensa, um sorriso; se franzirmos as sobrancelhas, receberemos, em troca, um franzir de sobrancelhas; se cantarmos, seremos convidados por companheiros alegres; se pensarmos, seremos procurados por pensadores; se amarmos o mundo e procurarmos com entusiasmo o bem que nele existe, seremos rodeados por bons amigos e a natureza encher-nos-á as mãos com os tesouros da terra. Tudo isto, para além do grande tesouro que se vai acumulando no nosso interior, ao longo da nossa existência. Recorde-se que cada um de nós só passará uma vez por este mundo. Por isso mesmo, qualquer boa obra, qualquer ato de bondade ou serviço que prestemos devem ser feitos agora, pois não tornaremos a passar por aqui. A vida só tem sentido por aquilo que podermos fazer pelos outros. Estamos aqui para um determinado fim. Estamos aqui para ajudar e prestar serviços. Devemos dedicar-nos a prestar auxílio a quem dele precisar. O objetivo de Deus não é apenas livrar-nos do mal; A Sua grande “preocupação” é assegurar o nosso serviço em prol do Bem. Numa atitude de bom senso e de discrição, devemos ir devagar por entre o ruído e a precipitação do mundo e lembrar-nos da paz que pode haver no silêncio do nosso interior e na essência espiritual do nosso comportamento. Tanto quanto possível e sem abdicarmos da nossa personalidade, devemos procurar estar de boas relações com toda a comunidade. Devemos evitar a chantagem e a vingança. Exponhamos a nossa verdade com calma e clareza, mas também sem medo; ouçamos os outros, mesmo os considerados estúpidos e ignorantes; também eles têm coisas para nos contar. No entanto, devemos desviar-nos das pessoas barulhentas e agressivas; elas irritam o nosso espírito. Se nos compararmos com os outros, podemos tornar-nos vaidosos e amargos. Lembremo-nos de que há sempre alguém que nos é superior ou inferior a nós próprios. Devemos ainda estimar a nossa profissão, por mais humilde que seja. Todas elas são dignas. Todos devemos aceitar com cordialidade o conselho dos anos, esquecendo com dignidade as pequenas traquinices da juventude. Conservemos a força de espírito para nos servir de escudo contra qualquer revés inesperado. Não nos preo-cupemos com coisas fúteis ou imaginárias. Muitos temores são fruto da fadiga e da solidão. Nunca nos deixemos contaminar ou vencer pelo mundo perverso e mórbido que nos rodeia e é continuamente veiculado pelos Meios de Comunicação Social e por muitos responsáveis pela governação de tantos países. Procuremos, pela nossa ação ou exemplo, contrariar e melhorar essa onda de incompetentes, imaturos, maliciosos, gananciosos e esbanjadores do património e dos bens comunitários e dos direitos sagrados dos seus súbditos. Mantenhamos sempre a paz de consciência, mesmo na luta contra os desvarios sociais e no meio da confusão ruidosa da vida. Apesar de toda esta impostura, trabalhos penosos e sonhos desfeitos, o mundo ainda continua a ter muito de belo.




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